Pacote automotivo do governo; Flamengo e Racing hj no Maracanã

Especialista elogia programa, mas questiona prazo, a Medida foi anunciada esta semana

 MEC oferece 200 cursos gratuitos e online; confira quais são

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       Mec esta oferecendo cursos online gratis

A plataforma Aprenda Mais, oferecida pelo Ministério da Educação (MEC), esta disponibilizando aproximadamente 200 cursos livres gratuitos em diversas áreas. Esses cursos são realizados de forma online, por meio da plataforma, e não contam com acompanhamento de professores ou aulas ao vivo. Os estudantes têm a liberdade de avançar nos cursos no seu próprio ritmo, utilizando materiais como textos e vídeos como recursos de aprendizagem.

Os cursos oferecidos na plataforma abrangem uma ampla variedade de temas e permitem aos participantes obter um certificado ao concluí-los. Esses cursos são destinados a estudantes do ensino médio, do ensino superior e também a profissionais que desejam expandir seus conhecimentos em determinadas áreas.

Um dos benefícios do Aprenda Mais é que não há limite de vagas, o que significa que qualquer pessoa interessada pode se inscrever a qualquer momento. Isso proporciona flexibilidade para que os alunos organizem seus estudos de acordo com suas próprias disponibilidades e necessidades.

Em resumo, a plataforma Aprenda Mais do MEC oferece uma oportunidade de acesso a cursos gratuitos em diversas áreas, permitindo que os estudantes avancem em seu aprendizado de forma autônoma e flexível, com a possibilidade de obtenção de certificados ao concluir os cursos.

Cursos disponíveis são das seguintes áreas:

Ambiente e saúde;

Informação e comunicação;

Ciências exatas;

Ciências humanas;

Desenvolvimento educacional e social;

Gestão e negócios;

Idiomas, línguas e literatura;

Informação e comunicação;

Produção alimentícia;

Produção cultural e design;

Recursos naturais;

Segurança;

Turismo, hospitalidade e lazer.

A carga horária varia entre 20 e 60 horas dependendo do curso.

Como se inscrever?

Para realizar a inscrição e ter acesso aos conteúdos, é necessário ter cadastro na plataforma Aprenda Mais. Na página inicial, é só clicar em alguma das áreas de conhecimento e depois em “criar uma conta”. Por fim, é só preencher as informações e criar uma senha.

Flamengo recebe Racing no Maracanã de olho nas oitavas da Libertadores

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Flamengo e Racing hoje no Maracanã

Tentando encaminhar a vaga para as oitavas de final da Copa Libertadores, o Flamengo recebe o Racing (Argentina), a partir das 21h (horário de Brasília) desta quinta-feira (8) no estádio do Maracanã, pela 5ª rodada do Grupo A da competição continental.

Vivendo uma boa fase, a equipe comandada pelo técnico argentino Jorge Sampaoli sabe que vencer é muito importante para chegar à última rodada da fase de grupos da Libertadores em uma situação mais tranquila. Ocupando a vice-liderança de sua chave com cinco pontos, o time da Gávea terá pela frente justamente o líder do Grupo A, o Racing, que tem 10 pontos.

“Um jogo muito difícil para nós, mas queremos nos classificar na Libertadores. Nos recuperamos no Brasileirão e classificamos na Copa do Brasil, assim agora vamos tentar classificar na Libertadores”, declarou Sampaoli em coletiva após a goleada de 4 a 1 sobre o Vasco, na última segunda (5), pelo Campeonato Brasileiro, resultado que dá ainda mais motivação para o Flamengo diante de um desafio tão difícil.

Porém, o técnico argentino não poderá contar com uma peça muito importante nesta partida. O atacante Gabriel Barbosa é desfalque por causa de uma lesão na perna esquerda. Além disso, há ainda dúvida sobre a presença, ou não, de Léo Pereira, Gerson e Everton Ribeiro no confronto. Isso será definido apenas momentos antes do início do jogo.

Como líder do grupo, o Racing chega tranquilo à partida. Na partida de ida, disputada na Argentina, o time de Avellaneda quase derrotou o Rubro-Negro mesmo com um jogador a menos na maior parte do confronto. Para os argentinos, um empate no Maracanã basta não apenas para alcançar a classificação, mas também para garantir a primeira posição do grupo.

Pacote automotivo: especialista elogia programa, mas questiona prazo

Anunciado nesta semana como medida de socorro ao setor automotivo, o pacote que barateia temporariamente a compra de carros, ônibus e caminhões pode não surtir o efeito esperado sobre a indústria. Segundo especialistas, a curta duração e o volume de recursos do programa de ajuda podem resultar num alcance limitado, que pouco mudará a situação do setor.

Professor de economia do Ibmec, Gilberto Braga elogia o programa, mas questiona o prazo limitado de quatro meses e o montante de R$ 1,5 bilhão, que considera baixo.

“O ideal era que o programa tivesse um prazo maior para que o efeito fosse mais duradouro”, diz Braga. Segundo ele, o setor automotivo ainda tem peso grande na economia e na geração de empregos e demandaria mais atenção neste momento de juros altos e de restrição ao crédito.

De acordo com o professor, no setor de caminhões e ônibus, o prazo limitado do programa pode surtir o efeito contrário, resultando no endividamento de transportadoras e de motoristas sem reservas financeiras e que serão pressionados a tomar uma decisão rápida sobre a renovação da frota.

“Um caminhão tem uma vida útil muito longa. Portanto, uma decisão com impacto sobre toda uma vida produtiva não pode ser tomada num curto espaço de tempo”, avalia.

Formato

O professor elogiou o formato do programa, principalmente a decisão de combinar critérios sociais, ambientais e o peso na indústria de determinada marca de veículo para estabelecer os descontos, que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Segundo ele, o pacote está na direção certa, mas precisaria ser ampliado para surtir efeito duradouro sobre a indústria automotiva.

“Considero o pacote positivo porque acumula elementos distintos que atendem às reivindicações de um setor importante para a economia, que ainda tem as rodovias como principal eixo modal”, afirma Braga.

A concessão de descontos está baseada num sistema de pontuação que avalia três critérios. Preços baixos (para priorizar os modelos populares), equipamentos antipoluentes (para incentivar a compra de modelos que poluem menos) e geração de empregos na indústria e uso de peças nacionais (para premiar as marcas com maior peso da indústria nacional).

Para ônibus e caminhões, o desconto está atrelado ao compromisso de mandar veículos com mais de 20 anos de uso para a reciclagem, sendo necessária a comprovação de que o comprador enviou o veículo antigo para o desmonte.

Créditos tributários

Constituído sob a forma de créditos tributários (desconto em tributos futuros), o pacote de ajuda consumirá R$ 1,5 bilhão – R$ 700 milhões para caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para ônibus e vans. Diferentemente dos programas anteriores, em que o governo reduzia o Imposto sobre Produtos Industrializados, mas não tinha garantia de que os fabricantes repassariam o desconto, o novo pacote estimula que as concessionárias vendam mais barato e repassem o crédito tributário à indústria.

Diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado que faz análises econômicas, a economista Vilma Pinto diz que o sistema de crédito tributário representa uma novidade. Ela considera o volume de R$ 1,5 bilhão baixo diante das receitas totais do governo (estimadas em R$ 1,911 trilhão pelo Ministério do Planejamento). No entanto, diz que o pacote vai na direção contrária do novo arcabouço fiscal.

“De fato, não haverá impacto fiscal por causa da reoneração parcial do diesel [que terão o PIS e a Cofins aumentados em R$ 0,11 daqui a três meses], mas esse R$ 1,5 bilhão para o programa, cujo impacto foi neutralizado neste momento, poderá fazer falta no futuro porque o governo se comprometeu em buscar receitas para cumprir as metas ambiciosas propostas no novo arcabouço”, comenta a diretora da IFI.

Segundo Vilma Pinto, o órgão ainda não fez os cálculos de quanto o programa deverá gerar de empregos nem do impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos). Em relação à inflação, ela diz que o impacto do aumento do diesel sobre os índices de preços pode ser baixo por causa do barateamento dos veículos.

Transporte coletivo

Inicialmente restrito aos carros populares, o programa atraiu críticas de ambientalistas porque não tinha medidas de estímulo ao transporte coletivo. A decisão de incluir a renovação de ônibus, caminhões e vans, diz o professor Gilberto Braga, reforçou um caráter ambiental ao programa. Segundo ele, uma duração maior para a renovação de veículos pesados favoreceria a transição energética, mesmo estimulando, neste momento, a compra de veículos movidos a diesel.

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Transporte coletivo na região central do Rio de Janeiro

Segundo o professor, o ideal seria que o incentivo de curto prazo fosse conciliado com uma política industrial de produção de veículos elétricos. “A transição para os veículos elétricos é gradual. Neste momento, é onerosa para o público. Enquanto não cair os preços dos carros elétricos ou híbridos, os carros tradicionais continuarão a ser competitivos”, ressalta. “Na verdade, não vejo como seria possível abrir mão da cadeia produtiva tradicional da indústria automotiva, que é um dos pilares da economia do país.”

O professor cita o exemplo do modelo Renault Kwid. Segundo Braga, enquanto a versão tradicional custa em torno de R$ 60 mil (já com o desconto do pacote), a versão elétrica custa R$ 140 mil. “Esse é o carro elétrico mais barato do Brasil no momento, inacessível para a maioria da população”, destaca.

Fonte: Agência Brasil.

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