CGU mostra obras superfaturadas em asfalto feitas pela Codevasf no PI

Na capa da matéria do G1 aparece o senador Marcelo Castro, cujo filho dirige o órgão no estado

Asfalto fino 

As investigações dos órgãos de controle estão de novo no rastro do suspeitíssimo senador Marcelo Castro. Com foto dele e do primo Rogério, candidato a prefeito em São Raimundo Nonato, à mesa do café, o G1 faz o recorte: “café indigesto” para mostrar que o senador ja está sendo investigado por supostas malversarias com recursos da Codevasf. 

Foto: ReproduçãoNa foto com o primo candidato, Marcelo Castro no café que o G1 diz ser indigesto.
Na foto com o primo candidato, Marcelo Castro no café que o G1 diz ser indigesto.

Anúncios sem placa 

Se os investigadores de fato andarem pelo Piauí vão se deparar com liberação de recursos feitas por Marcelo, filho do senador, em obras que não tem sequer placa da Codevasf, que é uma obrigação da transparência.  

Nem cita o senador 

Mas a reportagem do G1 assinada por Marcelo Parreira de Brasília não chega sequer a citar o nome do senador e nem revelar em que ele estaria envolvido  diretamente. 
Inicia assim:  “Baixa qualidade, falta de controle e superfaturamento.!Estes foram os achados da Controladoria-Geral da União (CGU) em uma auditoria de obras de asfaltamento contratadas pela estatal Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em dez estados”. Entre eles, o Piauí. 

Contratos antigos ? 

A reportagem fala em supostas irregularidades no Maranhão, mas fica a impressão que a investigação trata de fatos de gestões anteriores também. 
E aí quem comandava a Codevasf era o senador Ciro Nogueira. 
 

Foto: DivulgaçãoCiro Nogueira
Na gestão Bolsonaro Ciro Nogueira foi o controlador da Codevasf.

Gastança na Alepi

Embora a transparência da Assembleia Legislativa esteja opaca porque desde março não se publicam as despesas dos deputados estaduais com verbas rescisórias, a gastança nos três primeiros meses do ano foi grande. Exageradamente grande. 
Juntos, os deputados estaduais torraram R$ 3.344.582,85, sendo R$ 1.138.756,17 em janeiro; R$ 1.099.793,74 em fevereiro e R$ R$.1.105.982,94, em março.

Foto: Divulgação/AlepiPresidente da Assembleia, Franzé Silva
Franzé e o comando da gastança no legislativo.

Vento, ventania

Os gastos se concentram na compra de combustíveis, locação de veículos e pagamentos a serviços profissionais de jornalistas, advogados e contadores – que consomem pelo menos dois terços dos mais de R$ 3,3 milhões torrados pelos deputados em verbas que lhe serão reembolsadas pela Assembleia Legislativa.

Boquinha 1

Os deputados fazem boquinha, sem querer ser maldoso. Vejamos o caso de Marden Meneses, do PP, que mais pede de volta pelo que coloca no estômago.
Em janeiro, ele recebeu de volta R$ 108 pagos pela compra de 20 latas de Coca-Cola. No mesmo mês, foi reembolsado por sanduíches e refrigerantes, em duas notas, uma de R$ 56,90, outra de R$ 31,90.

Foto: Reprodução/InstagramDeputado Marden Menezes
Deputado Marden Menezes almoçando no famoso “bar Pernambuco”

No “Pernambuco”

Em fevereiro, Marden Meneses esteve em um conhecido bar de Teresina, o Pernambuco, e lá fez quatro refeições, uma de R$ 580, de R$ 540, de R$ 520 de R$ 220, que foram ressarcidas a ele pela Assembleia Legislativa.
Nesse mesmo mês, em um restaurante no shopping Rio Poty, Marden Meneses fez uma conta de R$ 195 que o contribuinte também pagou.

Boquinha 2

Henrique Pires, do MDB, é outro que espeta a conta de suas refeições prontas no bolso do contribuinte.
Em dezembro do ano passado, ele foi reembolsado por notas de R$ 61, por um nhoque e um refrigerante; R$ 21 por uma quiche; R$ 47 por um “sanduíche especial da casa” e R$ 25,50 por um pingado descafeinado e uma água mineral comprados numa lanchonete no aeroporto de Brasília.

Foto: Foto: Lucas Sousa/Portal AZHenrique Pires
Henrique Pires pega de volta até o dinheiro que pagou pelo “pingado” em Brasília

Boquinha 2

Apesar de comedores, Henrique Pires e Marden Meneses nem de longe são comilões como seu colega Severo Eulálio, do MDB, filho do conselheiro do TCE, Kleber Eulálio.
O deputado estadual emedebista espetou em janeiro uma conta de R$ 2,9 mil pagos a uma lanchonete em Picos. No mês seguinte, para a mesma lanchonete, repetiu a conta em valor idêntico. Em março, pagou um pouco menos, R$ 2,7 mil.

É da família? 

Na soma das três notas de valores reembolsáveis, Severo Eulálio gastou R$ 8,5 mil em uma única lanchonete na cidade de Picos.
Fica a desconfiança: esse negócio seria de algum parente. 
 

Foto: AlepiDeputado Severo Eulálio
Deputado Severo Eulálio parece não ter refeição em sua casa em Picos. Veja seus gastos numa única lanchonete da cidade

O poste na rua 

Um poste de alta tensão no meio da estrada em Piripiri. 
A prefeita devia usar a sua autoridade para obrigar a equatorial a remover esse poste.
Para não colocar no currículo um registro de fatalidade.

Foto: ReproduçãoEnquanto a prefeita Jove cai na buraqueira de Piripiri atrás de votos, esse poste, no meio da pista, é um perigo para os eleitores dela.
Enquanto a prefeita Jove cai na buraqueira de Piripiri atrás de votos, esse poste, no meio da pista, é um perigo para os eleitores dela.

Agricultura urbana

Uma lei federal publicada nesta segunda-feira (Lei Nº 14.935, de 26 de julho de 2024) institui a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.
Define a lei que agricultura urbana e periurbana é a atividade agrícola e pecuária desenvolvida nas áreas urbanas e periurbanas e integrada ao sistema ecológico e econômico urbano, destinada à produção e à extração de alimentos e de outros bens para o consumo próprio ou para a comercialização. 
Diz ainda que as duas atividades devem atender às exigências estabelecidas nas legislações sanitária e ambiental pertinentes às fases de produção, de processamento e de comercialização de alimentos.

Centro universitário

O Ministério da Educação credenciou nesta semana como Centro Universitário Faesf – Unifaesf a Faculdade de Ensino Superior de Floriano.
Esse será o primeiro centro universitário do centro-sul do Piauí.

Vento fraco

A Agência Nacional de Energia Elétrica suspendeu na semana passada a operação comercial da unidade geradora da empresa EOL Ventos de São Roque 1, com potência instalada de 5.500,00 kW, no Município de Dom Inocêncio, no estado do Piauí.
A empresa é uma subsidiária da Enel Green Power Ventos de São Roque.

Energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para início de operação nesta terça-feira de 17 unidades geradoras de energia eólica da empresa Ventos de São Zacarias, em Araripina (PE) e Simões, Piauí, com capacidade instalada de 114 quilowatts.

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