Direto da Redação: Secretaria vai pagar R$ 750 mil por show de cantor
O ganhador dessa bolada é Pablo, para show em Cocal. Outros, não menos famosos, estão na lista
A Seagro é pop
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A Secretaria de Agronegócio do Piauí tomou para si o slogan que a Rede Globo usa em comerciais para levantar a bola desse setor da economia: o agro é pop.
A pasta, uma das quatro que atuam no setor agropecuário no Estado, vai pagar R$ 750 mil à empresa AD Produção Musical Ltda. (CNPJ 26.337.395/0001-06), de Salvador, Bahia, que realiza espetáculos e atividades artísticas, com atuação ligada à gestão de shows e eventos de artistas como o cantor Pablo.
Pablo na festa
E não é que exatamente o cantor Pablo é um dos atrativos do chamado Festejo do Povo, a ser realizado em Cocal, entre os dias 11 e 14 de agosto deste ano.
A festança paga com dinheiro público deve custar bem mais que os R$ 750 mil que a Seagro vai bancar, porque, além do sergipano Pablo, terá ainda Nattan e Felipe Amorim como atrações principais confirmadas para o dia 13 de agosto.
O contrato
Tem número 26104685 no Siafe (Sistema Integrado de Administração Financeira do Piauí) da Secretaria de Fazenda o contrato entre a Seagro e a AD Produção Musical Ltda., que deve receber o dinheiro em até 90 dias após a assinatura do contrato, feito com dispensa de licitação.
Gervasinho
O ex-prefeito Gervásio Costa Filho, de União, morto em 2022, vai dar nome ao anel viário estadual no entorno urbano do município.
A homenagem resulta de lei proposta pelo deputado estadual Severo Eulálio, do MDB.
Escola de bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí conta agora com uma escola, legalmente criada nesta semana com o nome técnico de Sistema de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (SECBMEPI).
Para seu funcionamento, vai contar com os Centros de Ensino e Instrução de Bombeiros (CEIB) e de Treinamento Operacional (CTO).
Sem professores 1
O Estado do Piauí tem hoje, de acordo com dados do Censo Escolar, somente 45% de professores efetivos, ou seja, admitidos por concurso. A precarização dos contratos de trabalho na Seduc é coisa antiga e só não segue pior porque, neste ano, o Supremo Tribunal Federal determinou que professores substitutos tenham o mesmo vencimento básico que os efetivos, ou seja, o piso nacional do magistério.
Sem professores 2
Uma evidência dessa condição de precariedade funcional dos professores é que, vez por outra, a Justiça manda o governo estadual contratar professores concursados ainda em 2014, ou seja, 12 anos atrás.
O último caso deu-se com um professor de Educação na cidade de Valença, nomeado pelo governador sob ordem judicial.