Premiação da Libertadores: Campeão pode ganhar mais que os maiores patrocínios

Campeão da Copa Libertadores pode receber até R$ 136 milhões, superando patrocínios de clubes

A Copa Libertadores da América entrou na fase de mata-mata, reunindo os principais clubes do Brasil em jogos de alto nível. Desde 2019, todos os campeões da competição foram brasileiros, o que aumenta a expectativa para a edição atual.

O prêmio destinado ao campeão é um atrativo à parte. A Conmebol anunciou que o vencedor pode receber até R$ 136 milhões, um valor significativo que supera o montante obtido anualmente pelos maiores clubes brasileiros através de patrocínios máster. Times como Flamengo, Corinthians e Palmeiras recebem, respectivamente, R$ 115 milhões, R$ 105 milhões e R$ 100 milhões, cifras consideradas as mais altas do continente.

No cenário atual, os clubes brasileiros entram em campo com suas forças máximas. O Flamengo encara o Internacional, o Botafogo enfrenta a LDU, o Palmeiras joga contra o Universitário do Peru, o Fortaleza pega o Velez Sarsfield e o São Paulo desafia o Atlético Nacional, da Colômbia.

A premiação total da Conmebol para a Copa Libertadores e a Sul-Americana chega a US$ 302 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,7 bilhão. Esse montante é crucial para os clubes do continente, como ressalta Alessandro Barcellos, presidente do Internacional, destacando a importância do formato de premiação e seu impacto positivo nas finanças dos times.

Joaquim Lo Prete, Country Manager da Absolut Sport no Brasil, enxerga uma evolução significativa na premiação da Copa Libertadores, evidenciando o excelente trabalho da Conmebol na valorização do torneio. O aumento progressivo dos valores tem atraído novas marcas e ampliado o público, gerando mais receitas e fortalecendo a competição a longo prazo.

Confira a premiação por fase da Libertadores:

  • Fase de grupos: US$ 3 milhões (R$ 17 milhões) + US$ 330 mil (R$ 1,7 milhão) por vitória
  • Oitavas de final: US$ 1,25 milhão (R$ 7,1 milhões)
  • Quartas de final: US$ 1,7 milhão (R$ 9,6 milhões)
  • Semifinal: US$ 2,3 milhões (R$ 13 milhões)
  • Vice-campeão: US$ 7 milhões (R$ 39,7 milhões)
  • Campeão: US$ 24 milhões (R$ 136 milhões)

Mercado em ascensão

Henrique Borges, vice-presidente executivo de vendas, marketing e novos negócios na Somos Young, empresa que atua com clubes da Série A, destaca a profissionalização crescente do mercado. Ele ressalta que há uma valorização comercial do futebol brasileiro e sul-americano, impulsionada por uma gestão mais profissional, uso de tecnologia e dados para conhecer melhor os torcedores e o mercado, resultando em ações mais eficazes que podem impulsionar as receitas das equipes e entidades esportivas.

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