Dólar cai a R$ 5,13 após dados dos EUA e atenção ao cenário externo
Mercado acompanha Fed e possível tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros.
O dólar encerrou esta segunda-feira (6) em queda no mercado brasileiro, contrariando o comportamento observado no exterior. A moeda norte-americana à vista recuou 0,71% e fechou cotada a R$ 5,1320, após oscilar entre a mínima de R$ 5,1279 e a máxima de R$ 5,1844 ao longo do dia.
No mercado futuro, o contrato para agosto também registrou baixa. No fim da tarde, o dólar futuro era negociado a R$ 5,167, com recuo de 0,81%.
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Enquanto o dólar perdeu força frente ao real, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas fortes, permaneceu praticamente estável. O euro apresentou leve valorização frente ao dólar, assim como a libra esterlina.
O desempenho da moeda no Brasil foi influenciado principalmente pela repercussão dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na semana passada. O relatório oficial mostrou a criação de 57 mil vagas de emprego em junho, número abaixo das expectativas, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,2%.
Os indicadores reforçaram entre os investidores a percepção de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, poderá adotar uma postura menos rígida em relação à política de juros no curto prazo. Esse cenário costuma favorecer moedas de países emergentes, como o real.
As declarações de dirigentes do Fed também permaneceram no radar do mercado. Entre elas, chamou atenção a fala do diretor Christopher Waller, que afirmou que os principais riscos para a autoridade monetária seguem concentrados na inflação elevada.
Além do ambiente internacional, investidores acompanharam o avanço de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) envolvendo o Brasil.
O órgão realizou nesta segunda-feira uma audiência pública para discutir possíveis medidas comerciais contra práticas brasileiras consideradas inadequadas por Washington. Entre as alternativas em análise está a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A definição sobre a adoção da medida deverá ocorrer até 15 de julho.
Fonte: Com informações da Times Brasil