Gasolina com 32% de etanol passa a ser vendida neste sábado (1º)

Nova mistura busca reduzir importações de gasolina, mas é alvo de contestação na Justiça.

Por Redação Portal AZ,

A gasolina com 32% de etanol anidro começa a ser comercializada em todo o Brasil neste sábado (1º). A medida, aprovada pelo governo federal, amplia o percentual da mistura obrigatória de 30% para 32% por um período inicial de 180 dias, com a justificativa de reduzir a dependência de combustíveis importados e minimizar os efeitos das oscilações do mercado internacional de petróleo.

Foto: ReproduçãoGasolina com 32% de etanol começa a ser vendida nos postos a partir deste sábado.
Gasolina com 32% de etanol começa a ser vendida nos postos a partir deste sábado.

A nova composição, conhecida como E32, foi autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e terá validade inicial de seis meses, podendo ser prorrogada por igual período. Segundo o governo federal, a mudança faz parte da estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis produzidos no país e fortalecer a segurança energética diante da instabilidade no mercado global de petróleo.

A equipe econômica estima que a adoção da nova mistura permitirá ao Brasil deixar de importar cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano. A expectativa é reduzir a exposição do mercado interno às variações de preços provocadas por conflitos internacionais e pela volatilidade das cotações do petróleo.

Apesar da entrada em vigor da medida, a alteração enfrenta questionamentos na Justiça. Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão imediata da nova mistura, alegando que os estudos técnicos utilizados para embasar a decisão não comprovariam a segurança do combustível para toda a frota de veículos em circulação no país.

Na ação, o MPF sustenta que os testes apresentados foram originalmente elaborados para a adoção da gasolina com 30% de etanol e que determinados modelos, como veículos antigos, automóveis sem tecnologia flex, importados e motocicletas, exigiriam avaliações específicas. O órgão também aponta possíveis impactos sobre componentes do sistema de combustível, incluindo corrosão de peças metálicas, desgaste de mangueiras, falhas na injeção eletrônica e aumento dos custos de manutenção.

O Ministério de Minas e Energia rebate as críticas e afirma que a nova composição foi submetida a testes coordenados pela pasta e executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Segundo o governo, os ensaios envolveram veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional e comprovaram a segurança da mistura para uso no país.

Fonte: SBT News

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