Custo da dívida pública atinge maior nível desde 2016
Taxa média anual chega a 12,68% enquanto estoque da dívida sobe para R$ 9,268 trilhões.
O custo médio da dívida pública federal acumulado em 12 meses alcançou 12,68% ao ano em junho, o maior patamar desde setembro de 2016, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. No mesmo período, o estoque da dívida cresceu 2,61% e chegou a R$ 9,268 trilhões.
O avanço do custo da dívida reflete, principalmente, o ambiente de juros elevados no país. Parte significativa dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional é indexada à taxa Selic, o que aumenta as despesas com o serviço da dívida quando os juros básicos permanecem em níveis elevados.
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A dívida pública cresce quando as receitas da União não são suficientes para cobrir as despesas do governo. Nesses casos, o Tesouro precisa emitir novos títulos para financiar o déficit e refinanciar os vencimentos da própria dívida, ampliando o estoque e o custo dos compromissos assumidos.
Em junho, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), composta por títulos negociados no mercado doméstico, aumentou 2,63% e atingiu R$ 8,920 trilhões. O custo médio dessa parcela da dívida chegou a 13,19% ao ano no acumulado de 12 meses.
Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe), formada por títulos emitidos no mercado internacional, encerrou junho em R$ 347,71 bilhões (US$ 67,17 bilhões), alta de 2,12% em relação ao mês anterior. O custo médio desse estoque ficou em 0,05% ao ano, influenciado pela valorização do dólar frente ao real, segundo o Tesouro Nacional.
O último período em que o custo médio da dívida superou o nível atual foi em setembro de 2016, quando atingiu 12,75% ao ano, em meio à crise econômica enfrentada pelo país. Naquele momento, o estoque da dívida pública federal somava R$ 3,046 trilhões.
Fonte: CNN Brasil