Mercado reduz projeção da inflação e prevê queda da Selic em 2026, diz Focus
Boletim do BC aponta quinta queda seguida do IPCA esperado e corte na taxa básica de juros
O mercado financeiro voltou a reduzir as expectativas para a inflação e a taxa básica de juros em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,12% para 5,03%, registrando a quinta redução consecutiva. Ao mesmo tempo, a estimativa para a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano, refletindo uma melhora nas perspectivas para a economia brasileira.
Além da desaceleração esperada para a inflação em 2026, os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram estáveis as projeções para os anos seguintes. A expectativa para o IPCA em 2027 permaneceu em 4,22%, enquanto a previsão para 2028 ficou em 3,80%. O levantamento também mostrou recuo nas estimativas para o IGP-M, indicador amplamente utilizado em contratos de aluguel, cuja projeção caiu para 4,54% em 2026, mantendo a sequência de revisões para baixo nas últimas semanas.
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A redução das expectativas ocorre às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta semana, quando o Banco Central anunciará uma nova decisão sobre a taxa básica de juros. O Boletim Focus é considerado uma das principais referências do mercado para acompanhar as expectativas de inflação, crescimento econômico, câmbio e política monetária, reunindo projeções de bancos, corretoras e consultorias especializadas.
A melhora nas projeções reforça a percepção de que o cenário inflacionário pode seguir em trajetória de acomodação nos próximos meses, favorecendo um ambiente de juros menos elevados. Ainda assim, as estimativas para a inflação de 2026 permanecem acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, indicando que o mercado continuará atento às decisões do Copom e ao comportamento dos principais indicadores econômicos ao longo do segundo semestre
Fonte: Infomoney