IPCA sobe 0,07% em julho e inflação desacelera no Brasil
Resultado veio pouco acima das expectativas e mantém atenção sobre os preços no país
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,07% em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado representa uma desaceleração significativa em relação à alta de 0,16% registrada em junho. Apesar do avanço mais moderado, o índice ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que projetava uma variação próxima de 0,05%.
O resultado de julho também chama atenção pelo comportamento dos diferentes grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. A inflação oficial considera uma cesta de consumo das famílias e acompanha a variação de preços em áreas como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação e despesas pessoais. O IPCA é utilizado como principal referência do sistema de metas de inflação do país, que em 2026 tem objetivo central de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
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Antes da divulgação do índice definitivo, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, havia registrado alta de apenas 0,06% em julho. O indicador também mostrou sinais de desaceleração disseminada dos preços, com queda do índice de difusão e recuo na média dos núcleos de inflação. Na avaliação de analistas, esses dados apontavam para uma perda de força da pressão inflacionária, embora a inflação acumulada em 12 meses permanecesse próxima do limite superior da meta.
A divulgação do IPCA ocorre em um momento de atenção para a política monetária brasileira. A evolução dos preços é acompanhada pelo Banco Central para definir os próximos passos dos juros básicos da economia. Uma inflação mais controlada pode favorecer um ambiente de maior flexibilidade para a política monetária, enquanto pressões persistentes sobre os preços podem exigir cautela. O resultado de julho, portanto, passa a ser mais um elemento considerado pelo mercado nas projeções para a trajetória da inflação e da taxa Selic ao longo dos próximos meses.
Fonte: Infomoney