Autoridades pressionam Grok por imagens sexualizadas geradas por IA
UE, Reino Unido e outros países cobram medidas após denúncias de abusos na ferramenta
Autoridades da União Europeia e do Reino Unido intensificaram, na segunda-feira (05), as cobranças contra o Grok, inteligência artificial desenvolvida pela xAI e integrada à rede social X, após denúncias de geração de imagens falsas e sexualizadas de mulheres e menores de idade. As críticas se somam a manifestações de outros países, que pedem respostas rápidas e medidas para conter possíveis abusos da tecnologia.
As denúncias surgiram após a implementação de um botão que permite “editar imagens” no Grok, possibilitando que usuários alterem fotos com comandos como “coloque-a de biquíni” ou “tire a roupa dela”. Segundo autoridades europeias, esse recurso abriu margem para a criação de conteúdos considerados ilegais, incluindo material de teor sexual envolvendo imagens com aparência infantil.
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A Comissão Europeia informou que analisa as queixas “com muita seriedade” e classificou o conteúdo atribuído ao chamado “modo picante” do Grok como revoltante e ilegal. O Reino Unido, por meio da Ofcom, afirmou ter solicitado esclarecimentos à X e à xAI sobre o cumprimento das obrigações legais de proteção aos usuários. França, Índia e Malásia também adotaram medidas, incluindo investigações, prazos para retirada de conteúdo e notificações formais às empresas envolvidas.
Diante da repercussão, usuárias relataram indignação e medo com o uso da IA para violência digital de gênero. Em resposta às críticas, o Grok publicou nas redes sociais que identificou falhas nas medidas de segurança e que estaria corrigindo os problemas com urgência. Ainda assim, autoridades internacionais seguem cobrando transparência e ações concretas para evitar a disseminação de conteúdos abusivos gerados por inteligência artificial.
Fonte: Correio Braziliense