Apple lidera mercado de smartphones com crescimento de 5%

Apple avança no mercado global em meio a retração do setor.

A Apple destacou-se ao assumir a liderança no mercado global de smartphones no primeiro trimestre. Com um crescimento anual de 5% nos embarques, a empresa alcançou uma participação de 21%, mesmo em um cenário de retração nas vendas do setor, que caiu 6%.

Os dados, fornecidos pela Counterpoint Research e divulgados pela Reuters, mostram que a escassez de componentes de memória e o impacto econômico da guerra no Irã pressionaram os embarques globais de smartphones.

Apesar desses desafios, a fabricante do iPhone aumentou sua participação de mercado e liderou o ranking global pela primeira vez em um primeiro trimestre. O lançamento recente da linha do iPhone 17 contribuiu para esse desempenho notável.

O sucesso da Apple deve-se à sua estratégia de posicionamento premium e ao controle eficaz sobre a cadeia de suprimentos, fatores que permitiram capturar a demanda em meio à desaceleração do setor.

China impulsiona resultado

A China desempenhou um papel crucial no crescimento da Apple no início do ano. As vendas de smartphones da companhia no país subiram 23% nas primeiras nove semanas de 2026. A Counterpoint atribui esse avanço à força da marca e à consistente estratégia comercial da empresa na região.

Esse resultado evidencia a resiliência da demanda por dispositivos de maior valor agregado, mesmo frente a um ambiente macroeconômico incerto.

Enquanto isso, a Samsung sofreu uma queda de 6% nos embarques no mesmo período, fechando com 20% de participação global. Esse resultado foi afetado pelo atraso na linha Galaxy S26 e pela fraqueza no segmento de entrada.

A Xiaomi manteve a terceira posição, com 13% de market share, mas sofreu a maior retração entre as cinco principais fabricantes.

Parte dessa fraqueza no mercado de smartphones está ligada a mudanças estruturais na indústria tecnológica. A analista da Counterpoint, Shilpi Jain, observou que a queda nos embarques foi "principalmente impulsionada pelos fabricantes de memória priorizando data centers de inteligência artificial (IA) em detrimento da eletrônica de consumo."

Esse redirecionamento de capacidade para a infraestrutura de IA tem reduzido a disponibilidade de componentes para dispositivos como smartphones, mantendo a cadeia de suprimentos pressionada no curto prazo.

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