Diplomatas tentam organizar nova rodada de negociações entre EUA e o Irã

Conversas podem ocorrer nos próximos dias enquanto bloqueio afeta região

Por Viviane Setragni,

Diplomatas intensificaram contatos por canais indiretos para organizar uma nova rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. O movimento ocorre após Washington impor um bloqueio naval aos portos iranianos e Teerã reagir com ameaças de ataques na região.

Foto: MODIS Land Rapid Response Team, NASA GSFCVista aérea do Estreito de Ormuz
Vista aérea do Estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump afirmou que uma nova rodada de conversas pode ocorrer nos próximos dias, com possibilidade de realização na capital do Paquistão. A retomada do diálogo também foi considerada provável pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, que defendeu a continuidade dos esforços diplomáticos.

A primeira tentativa recente de negociação não resultou em acordo. Segundo a Casa Branca, um dos principais impasses envolve o programa nuclear iraniano. Apesar de um cessar-fogo ainda estar em vigor, a situação permanece instável, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz, considerado vital para o transporte global de energia.

O Paquistão se colocou como possível mediador e sugeriu sediar a próxima rodada de negociações. Outras localidades, como Genebra, também são avaliadas. Autoridades envolvidas nas tratativas indicam que ainda não há definição sobre datas ou composição das delegações.

O conflito, que já dura sete semanas, tem causado impactos significativos. Há registros de milhares de mortes, além de danos a infraestruturas civis e militares em diferentes países da região. A crise também afeta diretamente o comércio internacional, especialmente o transporte marítimo.

Nas primeiras 24 horas do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, forças militares relataram ter impedido a saída de navios de portos iranianos. A operação envolve milhares de militares, embarcações e aeronaves. O controle da navegação na área é apontado como um dos fatores de maior pressão sobre a economia global.

O Estreito de Ormuz concentra uma parcela relevante do fluxo mundial de petróleo e gás natural. A interrupção parcial dessa rota já provocou impactos nos preços internacionais de energia, com reflexos em diferentes países.

Fonte: Euronews

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