Servidores denunciam assédio, perseguição e omissão em centro de reabilitação

Carta aberta relata humilhações, coação e clima de medo dentro do CER IV; gestão é acusada de conivência

Por Honorina Reis Melo,

Servidores do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) tornaram pública uma carta aberta em que denunciam uma grave crise institucional na unidade, com relatos de assédio moral, perseguições internas e prejuízos diretos à qualidade do atendimento prestado à população.

Foto: ReproduçãoCER IV em Parnaíba
CER IV em Parnaíba

No documento, os trabalhadores afirmam que o ambiente de trabalho se tornou insustentável diante de uma gestão classificada como “autoritária e seletiva”. Segundo os relatos, a supervisão da unidade estaria promovendo constantes episódios de humilhação e constrangimento contra colaboradores, além de já haver dezenas de denúncias envolvendo práticas como coação e até homofobia.

Os servidores também apontam a existência de uma suposta “rede de informantes” dentro da unidade, que teria acesso a privilégios não concedidos aos demais funcionários, como horários flexíveis e permanência em áreas restritas. Para os denunciantes, essa dinâmica criou um ambiente de vigilância permanente, marcado pelo medo e pela insegurança.

A carta afirma ainda que a organização social responsável pela gestão do CER IV, o Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), tem pleno conhecimento das denúncias, mas adota uma postura de silêncio. “A omissão contribui para a manutenção das irregularidades”, dizem os servidores.

Outro ponto destacado é o impacto direto sobre a saúde mental dos profissionais. De acordo com o documento, há um cenário de esgotamento emocional generalizado, com trabalhadores adoecidos e desmotivados. Tentativas de denúncia interna, segundo os relatos, não resultam em apuração efetiva e, em alguns casos, teriam provocado retaliações imediatas contra os denunciantes.

O CER IV é considerado uma unidade estratégica para a rede de saúde do estado, tendo sido viabilizado com apoio do Governo do Piauí. Diante disso, os servidores cobram providências urgentes das autoridades e pedem a intervenção direta da direção estadual.

Na carta, há ainda um apelo ao médico Dr. Hélio Oliveira, deputado do MDB, citado como um dos responsáveis pela consolidação do projeto. Os trabalhadores afirmam esperar que ele não compactue com a atual condução da unidade e que atue para restaurar um ambiente de respeito e normalidade.

Até o momento, não há manifestação pública da direção do CER IV, da ISAC ou da Secretaria de Saúde sobre as denúncias.

Fonte: Portal

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