Marcelinho Carioca denuncia avogada por estelionato
Ex-jogador afirma que não foi informado sobre retirada de R$ 479 mil
O ex-jogador Marcelinho Carioca denunciou à polícia ter sido vítima de estelionato após identificar o saque de aproximadamente R$ 479 mil referentes a um processo judicial do qual é beneficiário. Segundo o registro feito em fevereiro, em São Paulo, o valor teria sido retirado sem sua autorização pela advogada que o representava no caso.
De acordo com o boletim de ocorrência, a quantia foi liberada por meio de alvará judicial em janeiro de 2025. Documentos apontam que o montante, de R$ 479.427,92, foi disponibilizado no dia 28 daquele mês e transferido dois dias depois. Embora o ex-jogador conste como beneficiário, o crédito foi realizado em uma conta vinculada à advogada.
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Em depoimento recente, Marcelinho afirmou que havia encerrado formalmente o vínculo profissional com a representante em junho de 2024, meses antes da liberação dos recursos. Ele sustenta que não foi comunicado sobre a movimentação financeira e que não recebeu os valores.
A situação veio à tona de forma inesperada. Segundo o ex-atleta, a suspeita surgiu durante uma transmissão ao vivo, quando um internauta mencionou o andamento de uma ação relacionada à massa falida das empresas Fazendas Reunidas Boi Gordo. A partir disso, ele decidiu consultar o processo no sistema do tribunal e identificou a liberação do pagamento.
Após a verificação, Marcelinho entrou em contato com o usuário que fez o comentário, que teria confirmado que a advogada recebeu integralmente o valor. O ex-jogador afirma que, desde então, não conseguiu mais contato com os envolvidos nem obteve esclarecimentos ou prestação de contas.
Ainda conforme o depoimento, houve posteriormente um depósito parcial em juízo, feito pela advogada, sem detalhamento do valor. A medida, segundo o relato, teria ocorrido após a identificação do caso.
A ocorrência foi registrada como estelionato e deu origem a um inquérito policial. Paralelamente, Marcelinho informou que protocolou uma representação contra a advogada junto à Ordem dos Advogados do Brasil, que deverá apurar a conduta profissional.
Fonte: G1