Assalto a mulher de desembargador leva promotor a fazer apelo para que eles não soltem bandidos perigosos
Promotor Rômulo Cordão usou as redes sociais para comentar o caso
Diante da revolta do desembargador Luiz Brandão de Carvalho em função do assalto de que foi vítima a sua esposa, o promotor de Justiça Rômulo Cordão, fez um apelo a ele, para que, na condição de ex-presidente do Tribunal de Justiça do Piauí interceda junto aos demais desembargadores para que evitem conceder liminares aos bandidos.
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Promotor de Justiça Rômulo Cordão (Foto: Wilson Nanaia/Portal AZ)
Assaltada, com revólver na cabeça, quando andava na rua, a esposa do desembargador provocou nele profundo sentimento de revolta, a ponto de o magistrado fazer um apelo aos colegas: ele pede que os seus pares fechem as liberações de Habeas Corpus e diz que o Piauí vive “sob a mira do terrorismo e sem segurança pública”.
Desembargador Luiz Gonzaga Brandão (Foto: Justiça às suas ordens)
Aproveitando-se da dramática situação vivida pelo decano da justiça piauiense, o promotor Rômulo Cordão postou em suas redes sociais:
“Minha solidariedade ao nobre desembargador. Aproveito para dar uma dica também a Vossa Excelência, interceda junto aos seus pares que atuam em segunda instância, especialmente os plantonistas. Porque não vejo juízes de Direito soltando bandidos contumazes no dia a dia, o que vejo sempre são desembargadores soltando sem nem ouvir o MP, especialmente nos plantões, assaltantes, ladroes de carro forte, assassinos, bandido do colarinho branco e traficante de verdade. Talvez com a situação que o senhor passou os seus pares se sembilizem. É uma esperança...”
Promotor comentou o caso nas redes sociais (Foto: reprodução)
O promotor Rômulo Cordão foi chefe do Gaeco, órfão do MP, até o dia em que prendeu gente poderosa no Estado, como um antigo chefe do próprio MP estadual e investigou magistrados, parlamentares e agentes públicos. Cordão foi transferido para a comarca de Parnaíba, no litoral.