Tráfego no Estreito de Ormuz recua e amplia risco ao comércio global

Conflito no Oriente Médio reduz circulação de navios e eleva tensão sobre rotas do petróleo

Por Redação Portal AZ,

A movimentação de embarcações no Estreito de Ormuz voltou a diminuir nesta terça-feira (21), em meio ao agravamento do conflito entre Estados Unidos, Irã e rebeldes houthis. A redução do tráfego em uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo aumenta as preocupações com possíveis impactos sobre o abastecimento de energia e a logística marítima internacional.

Foto: ReproduçãoMovimentação de navios no Estreito de Ormuz diminui em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Movimentação de navios no Estreito de Ormuz diminui em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Dados da empresa de inteligência marítima Kpler mostram que apenas três embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nesta terça-feira, uma a menos que no dia anterior. A passagem é considerada estratégica para o transporte global de petróleo e permanece sob forte tensão desde o anúncio iraniano de fechamento da rota após ataques norte-americanos.

Entre os navios que transitaram pela região estavam o cargueiro Kaiser, que deixou o Golfo Pérsico carregado, o graneleiro H7 Smb8, que entrou no estreito sem carga, e o Hsin Ocean, transportando oleína de palma refinada. Segundo a Kpler, nenhum superpetroleiro (VLCC) ou navio de gás natural liquefeito (GNL) foi registrado atravessando a via marítima.

Antes da escalada militar, cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passava diariamente pelo Estreito de Ormuz. A diminuição do fluxo reforça os temores de interrupções no fornecimento global de energia e de novos aumentos nos custos do transporte marítimo.

As preocupações também se estendem ao Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, outro corredor estratégico para o comércio internacional de petróleo. Segundo a Reuters, dois petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia alteraram suas rotas após ameaças feitas pelos rebeldes houthis, grupo iemenita apoiado pelo Irã.

Os houthis afirmaram que impedirão a passagem de carregamentos de petróleo da Arábia Saudita e alertaram empresas de navegação para que suspendam operações em portos sauditas, sob ameaça de ataques. A possibilidade de restrições simultâneas em Ormuz e Bab el-Mandeb amplia a preocupação do mercado com a segurança das cadeias globais de abastecimento.

A redução da circulação de navios ocorre enquanto os Estados Unidos mantêm o 11º dia consecutivo de operações militares contra alvos iranianos. De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os bombardeios têm como objetivo enfraquecer a capacidade militar do Irã e garantir a segurança da navegação em uma das regiões mais sensíveis para o comércio internacional.

Ainda segundo o comando norte-americano, forças iranianas realizaram ataques contra mais de 30 embarcações comerciais que transitavam pela região, colocando em risco tripulações e comprometendo a liberdade de navegação em uma das principais rotas marítimas do mundo.

Fonte: SBT News

Comente

Pequisar