Jairinho é condenado a mais de 43 anos pela morte de Henry Borel
Os jurados consideraram ex-vereador culpado pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão em regime inicialmente fechado pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (4), encerrando o julgamento mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O julgamento ocorreu no II Tribunal do Júri da capital fluminense e durou 11 dias. A sessão foi presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e teve início em 25 de maio.
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Os jurados consideraram Jairinho culpado pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. No caso do homicídio, foram reconhecidas as qualificadoras de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do agravante relacionado à idade de Henry, que tinha menos de 14 anos.
Além da pena de prisão, o ex-vereador foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.
Ao ler a sentença, a magistrada destacou a gravidade dos fatos e classificou a violência praticada contra a criança como desproporcional. A juíza também afirmou que o comportamento atribuído ao réu demonstrou elevado grau de periculosidade.
Já Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Os jurados também a condenaram por tortura por omissão.
A pena fixada para Monique foi de 1 ano e 4 meses de detenção. Como ela permaneceu presa preventivamente por período superior à condenação aplicada, a punição foi considerada extinta.
Na mesma decisão, a juíza concedeu perdão judicial à ré. Entre os argumentos apresentados estão os impactos pessoais enfrentados por Monique ao longo do processo, incluindo exposição pública, ataques nas redes sociais e episódios de violência durante o período em que esteve presa.
O caso teve início na madrugada de 8 de março de 2021. Henry Borel morreu após sofrer uma laceração hepática provocada por ação contundente no apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Fonte: Times Brasil