PM aposenta oficial acusado de matar esposa e réu por feminicídio

Tenente-coronel receberá salário da patente enquanto aguarda julgamento em São Paulo

Por Redação Portal AZ,

A Polícia Militar de São Paulo oficializou nesta quarta-feira (10) a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. Preso desde março, o oficial responde por feminicídio e fraude processual e ainda aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri.

Foto: ReproduçãoGeraldo Leite Rosa Neto teve a aposentadoria oficializada pela PM enquanto responde por feminicídio pela morte da soldado Gisele Alves Santana.
Geraldo Leite Rosa Neto teve a aposentadoria oficializada pela PM enquanto responde por feminicídio pela morte da soldado Gisele Alves Santana.

O despacho foi publicado no Diário Oficial do Estado. Segundo informações obtidas pela coluna de Fabio Diamante e Robinson Cerantula, o militar deverá receber cerca de R$ 20 mil mensais, valor correspondente ao salário de sua patente. Ele não foi promovido ao posto de coronel antes da aposentadoria.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso desde 18 de março, um mês após a morte de Gisele, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, na região central da capital paulista. A primeira audiência do caso está marcada para 29 de junho, mas a data do julgamento ainda não foi definida.

Inicialmente, o tenente-coronel alegou que a esposa teria tirado a própria vida após uma conversa sobre separação. No entanto, a investigação da Polícia Civil concluiu que houve feminicídio e apontou indícios de alteração da cena do crime.

Perícias identificaram inconsistências na versão apresentada pelo oficial. A posição do corpo, vestígios de sangue encontrados em diferentes cômodos e marcas de agressão no pescoço da vítima levaram os investigadores à conclusão de que Gisele teria sido imobilizada antes do disparo fatal. O projétil que a atingiu saiu da arma do próprio tenente-coronel.

Mensagens enviadas pela soldado a pessoas próximas também passaram a integrar o inquérito. Em uma delas, encaminhada a uma amiga meses antes do crime, Gisele relatava medo do comportamento do marido. "Qualquer hora me mata", escreveu.

Para a família da vítima, os relatos reforçam a tese de que a policial vivia um relacionamento marcado por ciúmes excessivos e tentava reorganizar a própria vida antes de ser morta.

Fonte: SBT News

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