CPMI do INSS vota novas convocações após ausência de “Careca” em depoimento
Parlamentares querem ouvir familiares, sócios e o advogado Nelson Willians nesta terça
A ausência de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, frustrou a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) nesta segunda-feira (15). Diante do descumprimento do compromisso assumido pela defesa, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou uma sessão extra nesta terça-feira (16), às 9h, para votar seis novos requerimentos de convocação em regime de urgência. Os parlamentares classificaram a falta como uma afronta e prometem intensificar as diligências.
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Entre os nomes a serem chamados como testemunhas obrigatórias estão Tânia Carvalho dos Santos (esposa de Camilo), o filho Romeu Carvalho Antunes, os sócios Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Júnior, além da advogada Cecília Montalvão, esposa de Maurício Camisotti, e do criminalista Nelson Willians, citado em movimentações financeiras relacionadas ao esquema. A votação será decisiva para garantir a presença de todos os convocados.
Segundo o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a convocação de familiares é consequência das próprias ligações do grupo investigado. Ele citou que Tânia teria movimentado R$ 3 milhões em espécie para adquirir um imóvel em Brasília, enquanto Romeu aparece em empresas suspeitas de receber recursos desviados de aposentadorias. Já Nelson Willians, alvo de busca da Polícia Federal, não é formalmente investigado, mas terá de esclarecer indícios que o relacionam ao caso.
A defesa de Camilo justificou sua ausência alegando prioridade ao inquérito da Polícia Federal e criticou o “clima político” da CPMI. A decisão, amparada por liminar do STF, gerou reação entre parlamentares. “Perdemos a oportunidade de ouvir um dos principais investigados no maior escândalo contra aposentados do país”, afirmou Carlos Viana. Apesar da frustração, a comissão seguirá com o avanço das quebras de sigilo e promete intensificar as investigações para rastrear os R$ 6,3 bilhões desviados de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024.
Fonte: Correio Braziliense