Trump ameaça Irã com ataque 20 vezes mais forte se petróleo for bloqueado

Tensão no Estreito de Ormuz eleva preço do petróleo e preocupa líderes globais.

Por Redação,

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderá responder com força muito maior caso o Irã impeça o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. A declaração foi feita em uma rede social e ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Foto: Kenny HOLSTON / POOL / AFPDonald Trump
Donald Trump

Segundo Trump, se o Irã bloquear a passagem de petróleo na região, os Estados Unidos reagirão com ataques “vinte vezes mais fortes” do que os já realizados até agora. A ameaça foi apresentada como uma forma de garantir a continuidade do comércio global de energia e proteger países que dependem da rota marítima.

O governo iraniano afirma que o Estreito de Ormuz está fechado desde a semana passada e tem advertido que navios que tentarem atravessar a área poderão ser alvo de ataques. Os Estados Unidos, por sua vez, negam que a passagem esteja oficialmente bloqueada, embora o movimento de embarcações tenha diminuído nos últimos dias por causa da insegurança na região.

O conflito entre os dois países chegou ao décimo dia com sinais contraditórios. Mais cedo, Trump afirmou que os combates podem terminar em breve e disse que a guerra estaria “praticamente concluída”. Autoridades iranianas reagiram à declaração e afirmaram que a decisão sobre o fim da guerra será tomada por Teerã.

A crise também afeta o mercado internacional de energia. O temor de interrupção no fornecimento de petróleo fez o preço do barril alcançar cerca de 120 dólares, o maior nível em quatro anos. Antes do início do conflito, a cotação girava em torno de 70 dólares. Após novas declarações de Trump indicando possível redução da tensão, os preços recuaram e voltaram a ficar abaixo de 100 dólares.

O presidente americano também afirmou que poderá suspender algumas sanções relacionadas ao petróleo, mas não detalhou quais medidas seriam adotadas. Há a possibilidade de flexibilização de restrições à compra de petróleo russo como forma de conter a alta global dos preços.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com o avanço da crise. Durante encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula afirmou que o conflito representa uma ameaça à paz e à segurança internacional e pode gerar impactos econômicos, especialmente com o aumento do preço dos combustíveis.

Fonte: Com informações da CBN

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