Jornalista maranhense relata operação da PF contra ele
PF investiga jornalista por reportagens sobre Flávio Dino
O jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida relatou, em 12 de outubro, sentir-se intimidado após uma operação da Polícia Federal (PF) em sua residência. Segundo a PF, as reportagens do jornalista podem configurar crime de stalking. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 10 de outubro, agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Almeida, investigando um possível crime de perseguição ao ministro Flávio Dino. O jornalista afirma que, durante a operação, foram confiscados celulares, um computador e um HD externo em sua casa, onde mantém o Blog do Luís Pablo.
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Almeida declarou que a ação ocorreu por conta de reportagens sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Dino. Tais veículos, destinados a autoridades, teriam sido usados de maneira privada, conforme suas publicações, o que gerou a operação policial.
Durante a investigação, o jornalista recebeu uma denúncia, apurou os fatos e publicou a matéria. Ele afirma que procurou respostas do STF e do Tribunal de Justiça do Maranhão, mas não obteve retorno antes da publicação. Segundo Almeida, as acusações são infundadas e ele apenas exerceu seu papel de jornalista investigativo.
Entidades de defesa da liberdade de imprensa, como a Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, manifestaram preocupação com a operação. Destacaram a importância de respeitar o sigilo da fonte e a liberdade de expressão, além de criticar a apreensão de equipamentos de trabalho do jornalista.
O Supremo Tribunal Federal declarou ao SBT News que a segurança institucional de Flávio Dino foi informada em 2025 sobre um possível monitoramento ilegal em São Luís. Informações sensíveis, como placas de veículos e detalhes da equipe de segurança, foram divulgadas, levando à investigação. O STF destacou que a investigação não está relacionada a crimes contra a honra ou a liberdade de expressão.