Influenciadores e Banco Master: PF investiga acusações

PF investiga influenciadores e campanhas pró-Banco Master.

Por Direto da Redação,

A Polícia Federal iniciou investigações envolvendo influenciadores digitais que alegaram ter recebido propostas para criar conteúdos em defesa do Banco Master e atacar críticos do banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os indivíduos ouvidos está o vereador Rony Gabriel (Republicanos-RS), de Erechim, que confirmou as abordagens e detalhou suas experiências sobre a questão.

O inquérito focaliza uma série de ofensas direcionadas ao Banco Central após a liquidação do Banco Master. Uma análise revelou uma possível campanha orquestrada nas redes sociais, atingindo seu auge em 27 de dezembro, com cerca de 4,56 mil publicações.

As críticas se concentraram especialmente no ex-diretor do Banco Central, Renato Dias Gomes, conhecido por barrar a venda do Banco Master para o Banco de Brasília. Essas informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Foi revelado que os influenciadores foram contatados pela empresa Mithi, ligada a Thiago Miranda, que tem histórico de trabalhar com o jornalista Léo Dias, além de André Salvador, da empresa UNLTD. Rony Gabriel, em depoimento à PF, relatou que André Salvador o abordou com uma proposta de trabalho em gestão reputacional, mencionando Vorcaro apenas em uma reunião virtual.

Durante uma reunião via Google Meet, Salvador esclareceu os detalhes da proposta. “Foi realizado através do Google Meet. É nesse momento, nessa reunião do Google Meet, aí sim ele deixa claro do que se trata”, declarou o vereador, conforme transcrição disponibilizada pelo Estadão. Após saber da relação com Vorcaro, Gabriel recusou a proposta.

A PF identificou nas conversas extraídas do celular de Vorcaro uma estratégia semelhante para influenciar sites jornalísticos, oferecendo patrocínio em troca de publicações direcionadas contra opositores.

Esses contatos ocorreram antes da primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro, e da liquidação do banco, no dia seguinte. A campanha contra o Banco Central visava influenciar o público quanto à possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) reverter a liquidação do Master.

Os investigadores apontaram que, mesmo após a prisão de Vorcaro, os esforços para manter práticas questionáveis continuaram. Vorcaro teria instruído um funcionário a negociar com o site Diário do Centro do Mundo para fechar um contrato de patrocínio. “Cara, vamos contratar eles pra fazer isso com os outros. E não comigo”, escreveu Vorcaro. O site alegou que nunca firmou contrato com o banqueiro.

Esta tentativa de aliciar influenciadores foi um dos motivos que levaram à nova prisão preventiva de Vorcaro, decretada em 4 de março pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Divulgação

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