Deputada faz “blackface” na Alesp durante discurso para criticar Erika Hilton
Prática é considerada racismo. O PSOL anunciou a apresentação de uma representação contra a deputada na Comissão de Ética da Alesp por quebra de decoro parlamentar
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) protagonizou uma cena polêmica ao se pintar de marrom durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta quarta-feira (18). A prática, conhecida como blackface, é amplamente considerada racista por remeter à caricaturização de pessoas negras.
A manifestação ocorreu enquanto a parlamentar criticava a escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Durante o discurso, Fabiana utilizou a maquiagem como forma de argumentar contra o reconhecimento de mulheres trans, o que também gerou acusações de transfobia.
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A atitude provocou reação imediata da bancada do PSOL, que anunciou a apresentação de uma representação contra a deputada na Comissão de Ética da Alesp por quebra de decoro parlamentar. O partido também informou que pretende acionar o Ministério Público de São Paulo para investigar possíveis crimes de racismo e transfobia.
Além disso, parlamentares da sigla já haviam acionado mecanismos disciplinares contra outra integrante do PL, Valéria Bolsonaro, por declarações consideradas discriminatórias contra Erika Hilton em sessão anterior.
Em nota, integrantes do PSOL afirmaram que a liberdade de expressão no parlamento não pode ser usada para disseminar discursos considerados ofensivos ou excludentes, especialmente quando envolvem identidade de gênero e questões raciais.
Eleita em 2022, Fabiana Bolsonaro não possui parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso deve ser analisado pelos órgãos internos da Assembleia e pode ter desdobramentos também na esfera judicial.
Fonte: Portal AZ