CPMI do INSS pede indiciamento de mais de 200, incluindo Lulinha
Relatório cita ex-ministros ligados aos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro e ainda será votado
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final que propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de participação em um esquema de fraudes em benefícios previdenciários.
O documento, com cerca de 4.400 páginas, inclui parlamentares, ex-ministros, dirigentes públicos, empresários e operadores financeiros. Entre os citados está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado pelo relator como beneficiário de repasses ligados ao suposto esquema.
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Também aparecem nomes de ex-integrantes de diferentes governos, como Carlos Lupi e José Carlos Oliveira, além de parlamentares e executivos do setor financeiro.
As investigações se concentraram em descontos considerados irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, realizados por entidades associativas sem autorização de aposentados e pensionistas. Segundo a comissão, o esquema envolvia falhas de fiscalização e possível atuação coordenada entre agentes públicos e privados.
O relatório ainda precisa ser votado pelos integrantes da comissão, que podem aprovar, rejeitar ou modificar as recomendações. A previsão é que a leitura seja concluída nesta sexta, com possibilidade de convocação de sessão extraordinária no sábado (28) para deliberação.
A sessão desta sexta foi marcada por interrupções e troca de acusações entre parlamentares. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), manteve o andamento dos trabalhos apesar dos pedidos de suspensão feitos por integrantes da oposição.
Criada em 2025, a comissão investigou, ao longo de cerca de seis meses, suspeitas de fraudes bilionárias no sistema previdenciário. O prazo final para conclusão dos trabalhos se encerra neste fim de semana.
Fonte: Com informações do G1