PT envia relatório próprio sobre fraudes no INSS à PF e ao STF

Relatório foi enviado após o encerramento da CPMI do INSS sem aprovar um relatório final

Por Redação,

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu encaminhar às autoridades um relatório paralelo sobre o esquema de desvios no INSS, após o encerramento da CPMI do INSS sem consenso. O documento será enviado à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Andressa Anholete/Agência SenadoCongressistas durante reunião da CPMI do INSS.
Congressistas durante reunião da CPMI do INSS.

A comissão, que investigou fraudes em benefícios previdenciários, terminou os trabalhos sem aprovar um relatório final. O parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) enfrentou resistência da base governista, enquanto o texto alternativo apresentado pelo PT não chegou a ser votado.

Elaborado sob coordenação do deputado Rogério Correia (PT-MG), o relatório paralelo amplia o alcance das investigações. O documento lista cerca de 201 nomes, com pedidos de indiciamento imediato de 130 pessoas e aprofundamento das apurações em outros 71 casos.

Entre os citados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado no texto como responsável pela articulação do esquema, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), incluído por suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que Bolsonaro seria o “chefe do esquema criminoso”.

O documento também sustenta que as irregularidades teriam começado em 2017 e se expandido ao longo dos anos seguintes, com maior alcance durante o governo Bolsonaro.

Em nota, o PT criticou a condução da comissão e acusou o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), de encerrar os trabalhos sem permitir a votação do relatório alternativo.

Já o parecer oficial apresentado por Gaspar previa o indiciamento de 21 investigados, incluindo pedidos de prisão preventiva por crimes como corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a tramitação, a comissão rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que evidenciou a divisão entre os parlamentares e contribuiu para o impasse final.

Com o envio do relatório próprio, o PT tenta dar continuidade às investigações fora do Congresso, transferindo a análise para órgãos de controle e para o Judiciário.

Fonte: Com informações do Infomoney

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