Governo paga menos de 1% das emendas obrigatórias do semestre
Execução soma R$ 102 milhões até março, enquanto R$ 17,3 bilhões devem ser quitados até junho
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva executou menos de 1% das emendas parlamentares que precisam ser pagas no primeiro semestre de 2026, segundo dados do orçamento federal.
Até o fim de março, foram desembolsados R$ 102,3 milhões, o equivalente a 0,6% dos R$ 17,3 bilhões que devem ser pagos até junho, conforme o cronograma definido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
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As emendas em questão são de execução obrigatória e incluem recursos individuais de deputados e senadores, além de verbas de bancada destinadas, principalmente, a áreas como saúde e assistência social.
Do total pago até agora, R$ 74,7 milhões foram destinados a emendas de deputados e R$ 27,7 milhões a indicações de senadores, contemplando 160 propostas voltadas ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Além dos valores efetivamente pagos, o governo empenhou cerca de R$ 1 bilhão em emendas — etapa que antecede o pagamento. No entanto, apenas R$ 389,8 milhões atendem aos critérios exigidos pelo calendário, o que representa cerca de 2% do total previsto para o semestre.
Na divisão por partidos, o PL lidera o volume de recursos recebidos até o momento, seguido por Republicanos e PSD. Também aparecem entre os cinco partidos com maior volume o PT e o União Brasil.
Ao todo, o Congresso aprovou R$ 49,9 bilhões em emendas para 2026. Desse montante, além dos R$ 17,3 bilhões com pagamento previsto no primeiro semestre, há outros valores autorizados ao longo do ano, incluindo emendas impositivas e de caráter discricionário.
As emendas de comissão, que somam R$ 12,1 bilhões e não são obrigatórias, ainda não tiveram execução até o momento.
Fonte: Com informações do G1