Governo Lula troca comando de 18 ministérios antes das eleições

Saídas seguem prazo legal para candidatura; substitutos são, em maioria, nomes internos

Por Redação Portal AZ,

A poucos meses das eleições de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu uma ampla reformulação ministerial com a saída de ao menos 17 ministros que deixarão os cargos para disputar o pleito. Ao todo, 18 ministérios tiveram mudança de comando, impulsionadas pelo prazo de desincompatibilização, que termina neste sábado (4).

Foto: ANTONIO MACHADO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOok

A exigência legal determina que ocupantes de cargos públicos se afastem até seis meses antes das eleições para evitar o uso da máquina administrativa em benefício eleitoral. A regra não se aplica ao presidente nem ao vice-presidente, permitindo que Geraldo Alckmin permaneça no cargo enquanto se mantém como pré-candidato à reeleição na chapa governista.

A estratégia adotada por Lula priorizou a continuidade administrativa. Em reunião ministerial realizada no fim de março, o presidente optou por nomear, majoritariamente, secretários-executivos para assumir os ministérios, reduzindo impactos na condução de políticas públicas.

Entre as principais mudanças, destacam-se as saídas de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva, ambas cotadas para o Senado. Também deixaram o governo nomes como Rui Costa, Renan Filho e Camilo Santana, todos com planos eleitorais em seus estados.

Um caso particular foi o de André de Paula, que não deixou o governo, mas mudou de pasta ao assumir o Ministério da Agricultura após a saída de Carlos Fávaro.

A reforma também evidencia a movimentação política mais ampla no país. Governadores de ao menos nove estados deixaram seus cargos para disputar vagas, principalmente no Senado, enquanto outros optaram por permanecer e buscar a reeleição ou concluir seus mandatos.

No total, 16 dos ministérios já têm novos titulares confirmados, consolidando uma das maiores mudanças na Esplanada dos Ministérios desde o início do atual governo. A sucessão em algumas pastas, como Relações Institucionais, ainda segue indefinida.

Fonte: CNN Brasil e G1

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