Irã libera passagem de navios humanitários no Estreito de Ormuz

Decisão abrange embarcações com bens essenciais vindo de outros países

Por Redação,

O governo do Irã solicitou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz autorização para a passagem de navios que transportam ajuda humanitária. A informação foi divulgada pela agência estatal Tasnim.

Foto: Raju Shinde/Hindustan Times via Getty ImagesPetroleiro Shenlong Suezmax, de bandeira liberiana, atracou com sucesso no Porto de Mumbai após navegar pelo Estreito de Ormuz
Petroleiro Shenlong Suezmax, de bandeira liberiana, atracou com sucesso no Porto de Mumbai após navegar pelo Estreito de Ormuz

De acordo com a publicação, o pedido inclui a liberação de embarcações consideradas essenciais para o transporte de bens humanitários. O governo iraniano também deve emitir comunicados formais às empresas responsáveis por esse tipo de carga, garantindo a autorização para travessia pela rota marítima.

O estreito se tornou um dos principais pontos de tensão desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Controlada por Teerã, a passagem é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, o que amplia os impactos de qualquer restrição no local.

Com a escalada da crise, o Irã chegou a bloquear o tráfego e ameaçar embarcações, provocando alta nos preços do petróleo no mercado internacional. Posteriormente, o país flexibilizou a medida e passou a permitir a circulação de navios de nações consideradas neutras.

Nos últimos dias, embarcações vindas de países como França, Omã e Japão conseguiram cruzar o estreito. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a cogitar uma ação militar para garantir a passagem, mas depois adotou um tom mais moderado, afirmando que os EUA não dependem da rota para importação de petróleo.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, com impacto direto no comércio internacional e no abastecimento energético global.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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