Onze governadores deixam cargos para disputar eleições gerais de outubro

Saídas atendem regra eleitoral, dois miram Presidência e maioria busca vaga no Senado

Por Dominic Ferreira,

Onze governadores deixaram seus cargos dentro do prazo legal de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral para quem pretende disputar as eleições de outubro. A medida, obrigatória para chefes do Executivo que desejam concorrer a outros cargos, também se aplica a prefeitos e ministros de Estado. O prazo final para o afastamento terminou no último sábado (4).

Foto: Antonio Augusto/Ascom-TSEUrna eletrônica

Entre os nomes que renunciaram estão Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, que confirmou pré-candidatura à Presidência da República, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e é apontado como possível candidato ao Palácio do Planalto, embora ainda não tenha oficializado sua participação na disputa.

Outros nove governadores optaram por deixar os cargos para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Entre eles estão Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também renunciou para disputar o Senado, mas deverá concorrer sub judice após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível até 2030.

Nove governadores permanecem nos cargos para tentar a reeleição, já que a legislação permite a candidatura a um segundo mandato sem necessidade de afastamento. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de brasileiros estarão aptos a votar para presidente, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Infomoney

Comente

Pequisar