CPI do crime entra na reta final sob críticas ao STF e ao Senado

Sem prorrogação, comissão tenta concluir relatório e avançar em oitivas até o prazo final

Por Redação Portal AZ,

A CPI do Senado que investiga o crime organizado entra na última semana de funcionamento marcada por críticas ao Supremo Tribunal Federal e divergências com a presidência do Congresso.

Foto: ReproduçãoCPI do Senado se aproxima do fim em meio a embates entre poderes
CPI do Senado se aproxima do fim em meio a embates entre poderes

Sem possibilidade de prorrogação, a comissão parlamentar de inquérito deve encerrar os trabalhos na próxima terça-feira (14), data limite para apresentação e votação do relatório final. O parecer está sob responsabilidade do relator Alessandro Vieira, que ainda tenta avançar em etapas consideradas pendentes.

Entre elas está a expectativa de ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, além da análise de documentos e dados sigilosos que, segundo integrantes, não poderão ser concluídos no prazo restante.

A negativa para estender os trabalhos partiu do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que, segundo o relator, rejeitou o pedido mesmo após a coleta de assinaturas suficientes para a prorrogação. Vieira criticou a decisão e afirmou que a medida limita a apuração de informações relevantes.

As tensões também se estenderam ao Judiciário. Parlamentares da CPI questionaram decisões do Supremo que dispensaram depoimentos e restringiram medidas investigativas. O relator direcionou críticas aos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, apontando interferências que, na avaliação dele, dificultam o andamento das investigações.

O presidente da comissão, Fabiano Contarato, afirmou que, embora respeite as decisões judiciais, há obstáculos recorrentes ao funcionamento do colegiado, como a suspensão de oitivas e a anulação de quebras de sigilo.

Apesar do prazo reduzido, a CPI manteve a agenda de depoimentos. Nesta semana, o colegiado ouviu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que prestou esclarecimentos sobre reuniões com o governo e a condução de processos envolvendo instituições financeiras.

Galípolo defendeu a atuação técnica do Banco Central e justificou o sigilo aplicado a documentos relacionados à liquidação do Banco Master, afirmando que as regras seguem padrões estabelecidos e dependem de revisão formal para eventuais mudanças.

Com o tempo esgotado, a comissão deve encerrar os trabalhos sob pressão política e com parte das apurações ainda em aberto.

Fonte: CNN Brasil

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