Planalto tenta conter crise do caso Master e blindar Lula
Estratégia inclui alinhar discurso e afastar Luiz Inácio Lula da Silva de envolvidos no escândalo
O governo federal adotou uma estratégia de contenção de danos diante da repercussão do caso Master, com foco em reduzir impactos políticos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o episódio já provocou desgaste à gestão, embora aliados sustentem que a crise não tem origem direta no governo. A resposta envolve o alinhamento de discursos e a tentativa de distanciar Lula de personagens ligados ao banco investigado.
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Uma das frentes da estratégia é reforçar a separação entre o presidente e figuras citadas no caso, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Interlocutores do governo consideram que a associação entre ambos pode ampliar o desgaste político.
Ao mesmo tempo, aliados apostam que o avanço da delação do empresário Daniel Vorcaro pode redirecionar o foco das investigações para outros grupos políticos, reduzindo a pressão sobre o Planalto.
A estratégia também inclui a tentativa de vincular responsabilidades ao governo anterior, comandado por Jair Bolsonaro, como forma de reposicionar o debate público sobre o caso.
Declarações recentes de Lula já sinalizam esse movimento. Em entrevista, o presidente afirmou ter aconselhado Moraes a se declarar impedido e criticou a atuação de ministros do Supremo em temas relacionados.
Apesar disso, houve desconforto interno com a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que, ao prestar depoimento no Congresso, isentou o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto.
O cenário indica que o governo deve manter a estratégia de comunicação coordenada enquanto aguarda os desdobramentos das investigações.
Fonte: CNN Brasil