Brasil e EUA vão trocar dados em tempo real contra o crime organizado
Acordo prevê atuação conjunta e foco em rotas críticas como a Tríplice Fronteira
Brasil e Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas, com previsão de troca simultânea de informações e atuação integrada entre os dois países.
O acordo foi anunciado nesta sexta-feira (10) e tem como foco o compartilhamento de dados em tempo real sobre cargas e contêineres com destino ao Brasil. A medida busca ampliar a capacidade de monitoramento e permitir respostas mais rápidas das autoridades diante de suspeitas de atividades ilícitas.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a cooperação internacional tornou-se central no enfrentamento ao crime organizado, que hoje opera de forma transnacional. A proposta é integrar informações e estratégias para aumentar a eficácia das operações.
A parceria tem como eixo o Projeto Mutual Interdiction Team (MIT), que coordena ações conjuntas em áreas consideradas estratégicas, como a região da Tríplice Fronteira — ponto sensível no combate ao tráfico e à atuação de organizações criminosas.
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que o enfrentamento ao crime exige atuação coordenada não apenas dentro do território nacional, mas também nas fronteiras e rotas internacionais. Segundo ele, a integração permitirá bloquear o envio de insumos utilizados por organizações criminosas, como armas e drogas.
Com o novo sistema, casos suspeitos poderão ser comunicados de forma imediata entre os países. A identificação de itens ilegais em cargas internacionais, como partes de armamento, deverá acionar automaticamente as autoridades do país de origem para investigação.
A iniciativa reforça a estratégia de cooperação internacional como ferramenta para conter o avanço de redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais.
Fonte: Correio Braziliense