Novos prefeitos escolhidos em três cidades do Brasil
Eleições definem novos gestores em Oiapoque, Cachoeirinha e Cabedelo.
Três cidades brasileiras realizaram eleições para mandatos-tampão neste domingo, após a cassação dos prefeitos anteriores. As votações ocorreram em Oiapoque, no Amapá, Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, e Cabedelo, na Paraíba, devido a acusações de irregularidades como envolvimento com facções criminosas e compra de votos.
Em Cabedelo, o candidato Edvaldo Neto, do partido Avante, conquistou a prefeitura com 61,2% dos votos. Ele superou Walber Virgolino, do PL, que estava como gestor interino e obteve 38,7% dos votos. A cidade, que faz parte da Grande João Pessoa, possui aproximadamente 70.734 habitantes, de acordo com o IBGE, e contabilizou 26.435 votos válidos na eleição.
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A cassação do então prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP) em Cabedelo ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificá-los como integrantes de um esquema de compra de votos e coação de eleitores, associado à facção Comando Vermelho.
Na cidade de Cachoeirinha, Jussara Caçapava, também do Avante, foi eleita prefeita com 43,3% dos votos válidos. A eleição foi acirrada, com Claudine (PP) recebendo 42,3% dos votos, além de participações menores de Tairone (PT) e Lais Cardoso (PSOL), com 13,2% e 0,95%, respectivamente. Localizada na região metropolitana de Porto Alegre, Cachoeirinha possui cerca de 141.503 habitantes e registrou 58.173 votos totais.
Os cargos de prefeito e vice-prefeito em Cachoeirinha foram desocupados após Cristian Wasem (MDB) e João Paulo Martins (PP) serem acusados de interferir na Câmara Municipal e realizar licitações irregulares, além de práticas fiscais inadequadas.
No Norte do país, em Oiapoque, Inácio Maciel (PDT) foi eleito prefeito com 49,4% dos votos válidos, tendo Oscar Gislael (Rede) como vice. Ele superou Guido (União Brasil) e Sena Dinâmica (MDB), que obtiveram 45,8% e 4,6% dos votos, respectivamente. A cidade tem uma população estimada de 30.786 moradores e registrou 14.417 votos válidos.
Breno Almeida (PP), ex-prefeito de Oiapoque, e seu vice Arthur Lima (Solidariedade), foram cassados devido a abuso de poder econômico e político. Antes das eleições de 2024, Almeida foi preso com R$ 99.850, suspeito de usar o dinheiro para compra de votos, segundo a Polícia Federal.
Os novos prefeitos iniciarão seus mandatos e terão a oportunidade de disputar a reeleição em 2028, mas ficarão impedidos de concorrer novamente em 2032.