Maioria dos brasileiros apoia prisão domiciliar temporária de Bolsonaro

Levantamento mostra que 56% concordam com decisão do STF sobre prisão domiciliar

Por Dominic Ferreira,

Pesquisa divulgada neste sábado (18) pelo instituto Ipsos-Ipec revela que a maioria dos brasileiros aprova a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o levantamento, 56% dos entrevistados concordam com a decisão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 35% disseram discordar da medida. Os números refletem a repercussão nacional em torno da decisão judicial e mostram uma divisão significativa da opinião pública sobre o tema.

Foto: Estadão ConteúdoJair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Entre os entrevistados, 38% afirmaram concordar totalmente com a decisão do STF e outros 18% disseram concordar em parte. Por outro lado, 26% declararam discordar totalmente da prisão domiciliar temporária, enquanto 9% discordam parcialmente. Além disso, 3% afirmaram não concordar nem discordar, e 6% não souberam responder. Os dados indicam apoio majoritário à medida, embora ainda exista uma parcela considerável da população contrária à decisão.

Jair Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar temporária no dia 27 de março, por um período inicial de 90 dias, após decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi concedida para permitir a recuperação do ex-presidente, diagnosticado com broncopneumonia. Segundo parecer da Procuradoria-Geral da República, laudos médicos comprovaram a necessidade de cuidados permanentes, justificando a permanência em ambiente familiar durante o tratamento. Ao término do prazo estabelecido, o Supremo deverá reavaliar a continuidade da medida.

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 12 de abril, em 130 municípios brasileiros. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O resultado oferece um retrato do posicionamento da população diante de uma decisão judicial que continua gerando repercussão política e institucional em todo o país.

Fonte: CNN Brasil

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