Agência se cibersegurança dos EUA adota Claude Mythos apesar de proibições

Modelo pode ser usado tanto para defesa quanto para ataque

Por Viviane Setragni,

A Anthropic voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos após apresentar o modelo de cibersegurança Claude Mythos Preview, ferramenta capaz de identificar vulnerabilidades críticas em softwares amplamente utilizados. A tecnologia foi divulgada em meio a tensões recentes com o governo de Donald Trump.

Foto: Divulgação/AnthropicOk

O novo sistema foi desenvolvido com foco em segurança digital avançada e possui acesso restrito devido ao potencial de uso indevido. Especialistas apontam que a ferramenta pode tanto fortalecer a proteção de sistemas quanto ser explorada para ataques, dependendo da forma como for utilizada.

A relação entre a empresa e o governo norte-americano passou por momentos de desgaste após a Anthropic recusar o uso irrestrito de seus modelos para finalidades militares e de vigilância. Na ocasião, a companhia chegou a ser classificada pelo Pentágono como um risco à cadeia de suprimentos.

O cenário começou a mudar após o diretor-executivo da empresa, Dario Amodei, se reunir com representantes da Casa Branca. Desde então, autoridades avaliam a possibilidade de utilizar a tecnologia em estratégias de defesa cibernética.

A movimentação ganhou novos contornos após a contratação da empresa de lobby Ballard Partners, ligada a aliados de Trump, o que ampliou as discussões sobre uma eventual reaproximação entre a companhia e o governo.

Apesar do interesse, autoridades manifestam preocupação com os riscos associados à ferramenta, especialmente em relação à proteção de infraestruturas críticas e ao sistema financeiro. O avanço de tecnologias com esse nível de capacidade tem ampliado o debate sobre limites, regulamentação e segurança no uso da inteligência artificial.

Fonte: Todocel

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