Voo que levou Flávio Bolsonaro aos EUA custou R$ 800 mil
Aeronave foi paga por um intermediário do setor aeronáutico a partir de uma conta bancária nos EUA
O voo particular que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família da Argentina para os Estados Unidos custou US$ 150 mil, aproximadamente R$ 800 mil, e foi pago por um intermediário do setor aeronáutico a partir de uma conta bancária norte-americana. A informação foi confirmada pelo proprietário da empresa responsável pela aeronave, o empresário argentino Luis Grande, em entrevista à agência France-Presse (AFP).
Segundo Grande, o pagamento foi realizado por um corretor de voos privados, conhecido no setor como broker, que vive nos Estados Unidos e mantém relacionamento comercial com ele há cerca de dez anos. O empresário, dono da companhia Baires Fly, afirmou que recebeu a transferência de uma conta empresarial em um banco norte-americano para uma instituição financeira na Argentina.
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O proprietário da empresa, no entanto, não revelou a identidade do intermediário. Ele também declarou que não conhece o cliente que solicitou o transporte e que o próprio corretor teria afirmado desconhecer previamente quem seria o passageiro.
Assessor de Trump teria organizado o voo
A contratação da aeronave também foi relacionada ao assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller. Segundo reportagens dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal, ele teria sido responsável por providenciar o jato utilizado pelo senador brasileiro.
A versão, contudo, não foi confirmada pelo proprietário da Baires Fly, que atribuiu a contratação a um intermediário do setor de aviação. Até a divulgação das informações, a Casa Branca não havia se pronunciado sobre o assunto.
Viagem ocorreu após saída do Brasil
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), atravessou a fronteira terrestre com a Argentina e embarcou em um jato particular no aeroporto de Puerto Iguazú, na madrugada de quarta-feira (28). A aeronave fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para a Flórida, nos Estados Unidos.
O senador viajou acompanhado da esposa e das duas filhas. A saída ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes brasileiros de Flávio e proibiu que ele deixasse o país, diante de suspeitas investigadas pela Polícia Federal.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador utilizou um passaporte italiano para realizar o deslocamento internacional.
A Polícia Federal investiga as circunstâncias da viagem e possíveis apoios para viabilizar a saída do parlamentar. Flávio também é alvo de apurações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras no exterior.
Fonte: Portal AZ