Flávio Bolsonaro recebe autorização humanitária para ficar um ano nos EUA
Registro prevê permanência até outubro de 2027 e não representa concessão de visto ou asilo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou nos Estados Unidos com uma autorização temporária por razões humanitárias, conforme registro migratório consultado pelo jornal O Globo e divulgado pelo InfoMoney. O documento aponta a categoria de admissão “DT”, concedida pelas autoridades norte-americanas no próprio local de entrada. A autorização foi emitida em 28 de outubro de 2026 e permite que o parlamentar permaneça no país até 27 de outubro de 2027.
A classificação indica que a entrada ocorreu por meio de uma permissão temporária, conhecida como parole, e não com base em um visto previamente concedido. Esse mecanismo permite que as autoridades dos Estados Unidos autorizem, caso a caso, a entrada de estrangeiros por razões humanitárias ou por benefício público significativo. A medida não representa, por si só, a concessão de asilo político nem garante residência permanente. O governo norte-americano também pode encerrar a autorização.
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Flávio chegou a Miami na manhã de quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das duas filhas, após deixar a Argentina em uma aeronave particular, com passagem pelo Equador. A entrada ocorreu em meio à repercussão de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Na véspera, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado o cancelamento dos passaportes brasileiros comum e diplomático do senador e ordenado a entrega dos documentos à Polícia Federal.
Inicialmente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos havia informado que seriam emitidos vistos para Flávio e seus familiares. O registro migratório divulgado, porém, aponta que a entrada ocorreu por autorização temporária, sem confirmar a emissão desses vistos. O caso ganhou repercussão também após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que o governo autorizou a entrada do senador, mas que não pretendia se envolver na situação política brasileira. A autorização atual estabelece um prazo de permanência, mas não representa uma decisão definitiva sobre o status migratório da família.
Fonte: Infomoney