A primeira consulta ginecológica: o que esperar e como lidar com as inseguranças

Ginecologista destaca a importância de um atendimento humanizado para crianças e adolescentes

Por Carlos Sousa,


A saúde e o bem-estar feminino necessitam de atenção em todas as fases da vida, e a saúde ginecológica não é exceção. Desde a infância até a adolescência e a pós-menopausa, os cuidados médicos são essenciais para prevenir doenças e garantir uma vida saudável e de qualidade.

Foto: ReproduçãoGinecologista

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), diversos fatores demandam atenção médica, como alterações no ciclo menstrual, sangramentos anormais, dor pélvica, nódulos mamários, infertilidade e sintomas relacionados à sexualidade e ao bem-estar emocional.

Manter os exames ginecológicos em dia é fundamental desde a primeira menstruação, explica a médica ginecologista da Hapvida, Acelisângela Vieira. “A primeira consulta ginecológica deve ser feita após a primeira menstruação, ou até antes, caso a paciente apresente algum tipo de queixa ou sintoma. Esse primeiro contato serve, em geral, para explicar para a paciente e seu responsável sobre a importância dos exames regulares, ouvir possíveis problemas e desenvolver vínculos de confiança entre paciente e médico”, explica.

Ainda segundo a especialista, as dúvidas mais comuns durante as primeiras consultas estão relacionadas à atividade sexual, menstruação, uso de métodos contraceptivos e periodicidade das consultas médicas.

A participação dos pais e responsáveis é essencial para preparar a paciente, tanto fisicamente quanto psicologicamente, para essa primeira experiência, evitando inseguranças, medos ou ansiedade. “A paciente deve ser orientada e tranquilizada inicialmente pelos pais sobre o que esperar, pois será um momento de diálogo. É importante também, caso seja possível, manter a higiene básica e estar pronta para um possível exame íntimo, tanto da região genital quanto das mamas. Dependendo das queixas, pode ser necessária a coleta de material da região íntima com cotonete, um procedimento rápido”, informa a ginecologista.

Para um atendimento mais humanizado, especialmente para crianças e adolescentes, é fundamental estabelecer uma relação de respeito e confiança entre médico e paciente. “Para isso, o diálogo é essencial. É preciso conversar, ouvir a paciente, mostrar atenção às suas queixas, explicar de forma didática tudo o que for necessário e, claro, esclarecer todas as dúvidas. Esse vínculo de confiança é determinante para uma experiência positiva e segura”, conclui a especialista.

Fonte: Hapvida

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