Sinais iniciais, prevenção e importância do diagnóstico

Especialista explica como identificar os primeiros sintomas e destaca hábitos que ajudam a preservar a saúde mental na terceira idade

Por Carlos Sousa,


Com o avançar da idade, é comum que o corpo e a mente apresentem sinais de desaceleração. Contudo, quando lapsos de memória e alterações sutis de comportamento começam a interferir nas atividades cotidianas, é importante observar com atenção. Distinguir o envelhecimento cognitivo natural de um quadro patológico pode ser decisivo para a qualidade de vida dos idosos.

Foto: ReproduçãoAfya

De acordo com o Dr. Leonardo Lopes, coordenador e professor do Curso de Pós-Graduação em Geriatria da Afya Educação Médica, alguns sinais devem ser acompanhados de perto por familiares e cuidadores. “Dificuldades de memória, especialmente para fatos recentes, confusão com datas ou locais, problemas para encontrar palavras durante a fala e mudanças sutis de comportamento — como irritabilidade ou alterações na personalidade — estão entre os primeiros indícios do declínio cognitivo”, afirma o especialista.

Esses sintomas se diferenciam das mudanças esperadas no envelhecimento saudável, como a lentidão para processar informações ou pequenos esquecimentos que não comprometem significativamente a rotina.

Prevenção e estilo de vida saudável
O Dr. Leonardo ressalta que o declínio cognitivo não é inevitável. Estimativas indicam que cerca de 40% dos casos de demência podem ser prevenidos com a adoção de hábitos saudáveis. Entre os principais fatores de risco estão a baixa escolaridade, depressão, hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva, isolamento social, consumo excessivo de álcool, exposição à poluição, quedas com traumatismo craniano e obesidade.

“Manter-se fisicamente ativo, exercitar a mente, cultivar boas relações sociais, controlar doenças crônicas e realizar atividades prazerosas são atitudes que protegem o cérebro e ajudam a manter a autonomia dos idosos”, explica.

Importância do diagnóstico precoce
Ao identificar alterações na memória ou comportamento, é essencial buscar orientação médica. O geriatra é o profissional habilitado para avaliar a saúde cognitiva da pessoa idosa. Segundo o Dr. Leonardo, ainda é comum que os familiares considerem essas mudanças como normais da idade e adiem a procura por atendimento. No entanto, o atraso no diagnóstico reduz as chances de estabilização ou melhora do quadro.

O acompanhamento médico especializado, aliado a terapias personalizadas, pode retardar a progressão do declínio cognitivo e promover ganhos significativos na qualidade de vida do idoso e de seus cuidadores.

Reconhecer os sinais precoces e agir com agilidade são passos fundamentais para garantir mais saúde, autonomia e bem-estar na terceira idade.

Fonte: Ícone Comunicação

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