Transtorno bipolar afeta milhões e exige diagnóstico e tratamento adequados

Condição mental ainda enfrenta estigma e pode impactar vida social e profissional

Por Dominic Ferreira,

O Transtorno Bipolar é uma condição psicológica complexa que vai além de simples oscilações de humor e afeta milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, cerca de 140 milhões de indivíduos convivem com o transtorno, cujos primeiros sinais costumam surgir antes dos 30 anos. Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acolhimento para garantir qualidade de vida aos pacientes.

Foto: Reprodução | Divulgaçãook

A condição é caracterizada por episódios alternados de depressão e mania, podendo incluir também fases de hipomania. Durante os períodos depressivos, são comuns sintomas como tristeza persistente, perda de interesse, alterações no sono e fadiga. Já nas fases de mania, há aumento de energia, euforia, impulsividade e redução da necessidade de sono. Segundo o psicólogo Felipe Barata, do IDOMED, essas mudanças não ocorrem de forma momentânea, mas permanecem por períodos prolongados, podendo se agravar quando não há acompanhamento adequado.

O diagnóstico é clínico e segue critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, sendo realizado por profissionais especializados com base no histórico e no contexto do paciente. A partir dessa avaliação, é possível identificar diferentes tipos do transtorno, como o tipo I, com episódios de mania mais intensos, e o tipo II, marcado por hipomania e depressão prolongada. Sem tratamento, a condição pode impactar significativamente a vida social, profissional e afetiva.

Apesar de ser tratável, o transtorno bipolar ainda enfrenta forte estigma social, o que dificulta o acesso ao cuidado e atrasa o diagnóstico. Segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, o preconceito pode levar à exclusão, à autocensura e até à recusa em buscar ajuda. No Brasil, o atendimento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial, que inclui serviços como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde, fundamentais para o acompanhamento contínuo dos pacientes.

Fonte: Ícone Comunicação

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