OMS decreta emergência por Ebola e especialistas descartam risco ao Brasil
Médicos alertam para prevenção, mas afirmam que ameaça ao país segue baixa
A Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional em razão do surto de Ebola causado pela variante Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda. A medida busca ampliar a cooperação internacional, acelerar o envio de equipes médicas e fortalecer as ações de vigilância sanitária para conter a transmissão da doença nas regiões afetadas. Apesar do alerta global, especialistas brasileiros afirmam que o risco para a população do Brasil permanece considerado baixo.
A médica infectologista e professora do IDOMED, Silvia Nunes Szente Fonseca, explicou que a declaração da OMS possui caráter preventivo e serve principalmente para mobilizar recursos internacionais. Segundo ela, não há motivo para pânico nem necessidade de mudanças na rotina da população brasileira. A especialista destacou ainda que o Ebola não é transmitido pelo ar, mas sim pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas ou materiais contaminados.
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A professora de Biomedicina da Wyden, Rita Valente, reforçou que a forma de transmissão do vírus reduz o risco de disseminação ampla em países sem circulação ativa da doença. Ela explicou que o contágio depende de condições específicas de exposição, diferentemente de vírus respiratórios. Rita também destacou a importância da vigilância epidemiológica e dos exames laboratoriais para identificação rápida de possíveis casos suspeitos e contenção do surto.
Já o farmacêutico e doutor em Ciências da Saúde Bruno Araujo, professor da Estácio, alertou que o Ebola continua sendo uma das doenças virais mais letais do mundo. Segundo ele, a preocupação internacional aumenta porque a variante Bundibugyo ainda não possui vacina ou tratamento específico aprovado. O especialista afirmou que os pacientes dependem basicamente de suporte clínico intensivo e ressaltou que a velocidade da resposta internacional será fundamental para impedir que o surto evolua para uma crise sanitária ainda maior.
Fonte: Ícone Comunicação