SUS novo tratamento para fibrose cística; Simepi - Médicos paralisam

Estima-se que 1,7 mil pessoas estão aptas a receber o medicamento

tratamento
Tratamento

 O Ministério da Saúde vai incluir um novo tratamento para fibrose cística no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria que estabelece a mudança foi assinada pela ministra Nísia Trindade nesta terça-feira (5), data que marca o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística.

A nova tecnologia pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com fibrose cística. A terapia tripla elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor já recebeu recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).  O prazo para disponibilização do medicamento é de 180 dias a partir da publicação da portaria no Diário Oficial da União.

Entre os benefícios do tratamento estão a melhora da função pulmonar e do estado nutricional, com consequente redução das internações hospitalares e retirada do paciente da fila de transplantes. O medicamento será indicado para pacientes com seis anos de idade ou mais que tenham pelo menos uma mutação F508del no gene CFTR, mais comum entre os que vivem com a doença.

Atualmente, o Registro Brasileiro de Fibrose Cística estima que há cerca de 1,7 mil pessoas elegíveis a esse tratamento. Com a medida, o Ministério da Saúde elimina a necessidade de judicialização, por ter conseguido valor compatível para compra. O uso racional de tecnologias é a melhor forma de garantir o direito à saúde e ao tratamento adequado, informa a pasta.

Doença

A fibrose cística é uma doença genética grave, caracterizada pelo excesso de produção de muco espesso no pulmão, o que provoca quadros frequentes de inflamação brônquica e infecção pulmonar, com comprometimento progressivo da função dos pulmões. Essa secreção também pode ocasionar diminuição de função do pâncreas e outros órgãos do trato digestivo.

O novo tratamento atua normalizando a produção e eliminação do muco das vias respiratórias, diminuindo a inflamação, melhorando a função pulmonar e diminuindo exacerbações e infecções recorrentes.

Simepi - Médicos da rede municipal de Teresina fazem paralisação de advertênciai

paralisacao
Paralisação de advertência

Os médicos que atuam na rede municipal de Teresina iniciaram nesta terça-feira (5) uma paralisação de advertência em busca de melhores condições de trabalho, realização de concurso público e pagamento do piso salarial.

A paralisação segue até hoje(6), mas afeta apenas os serviços eletivos. Os serviços de urgência e emergência da rede municipal de Teresina ficam mantidos. Devido a essa paralisação, os médicos decidiram se reunir na sede do Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi).

Com a continuidade da paralisação  e a sequência do feriado de 7 de setembro, é possível que os atendimentos só retornem na sexta-feira (8), caso não haja decretação de ponto facultativo. Se isso ocorrer, os pacientes só deverão ter atendimento médico na próxima segunda-feira (11).

A categoria informou que é esse um ato de advertência e que não estão previstas novas paralisações. Eles buscam um acordo em relação principalmente a realização de um novo concurso público, que segundo a categoria, foi prometido que seria realizado ainda neste ano, mas que a Fundação Municipal de Saúde adiou para o próximo ano.

Eles também reivindicam o pagamento para a categoria do piso estabelecido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que atualmente é de R$ 18.709,99 por jornada de 20 horas semanais.

Fonte: Agência Brasil / SIMEPI


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