Mulher de 2024; Ministra, mulheres continuam em desvalor profissional
A mulher de hoje representa o feminino da palavra contradição.
Enquanto o mundo reconhece o empoderamento feminino, o Brasil aborda a mulher como cuidadora da humanidade em tema de redação nacional, o Piauí vive a contradição de tudo isso, com números absurdos de violência contra mulher mesmo tendo mais de 57% dos lares sendo mantidos por mulheres e com os destaques mais louváveis a mulher.
Fides Angelica, primeira mulher a presidir a Academia Piauiense de Letras e Eulália Pinheiro foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal de Justiça . Tudo isso é louvável mas nada é mais significante do que reconhecer além desses rostos de mulheres conhecidas em nossos Estado, o valor das Marias anônimas que cuidam de nossas crianças, que cuidam dos problemas de nossas juventude , que enfrentam com parceria, cuidam dos nossos homens, trabalhadores que muitas vezes também se tornam algoz e são ainda Elas que cuidam de nossos idosos, nos momentos mais difíceis da vida de todos, sejam homens ou mulheres, são as mulheres que estão ao lado de seus leitos.
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Ser mulher em 2024 é o desafio de provar o óbvio da sua bondade e mostrar ao mundo que tudo isso tem que ser feito sem perder a plenitude da beleza de ser mulher.
Ministra diz que mulheres continuam em desvalor profissional e social
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (7) que as mulheres continuam em posição de desvalor profissional e social no país.
Na abertura da sessão desta quinta-feira (7), ela discursou em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira (8). Na avaliação da ministra, mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, as mulheres não desfrutam da igualdade de gênero em direitos e obrigações.
"A Justiça é representada por uma mulher. A República moderna da França é uma mulher. A própria ideia de Justiça, democracia com a balança, é feminina. No entanto, nós continuamos em desvalor profissional, social e econômico", afirmou.
Cármen Lúcia acrescentou que a "construção conjunta" da sociedade prevista pela Carta Magna continua sendo negada às mulheres. A ministra fez referência aos dados da violência de gênero no país e lembrou que o país registrou 1,7 mil feminicídios no ano passado.
"Dizem que fomos silenciosas historicamente. Mentira. Fomos silenciadas, mas sempre continuamos falando, embora muitas vezes não sendo ouvidas", afirmou.
Após a fala da ministra, o Supremo iniciou o julgamento de uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para impedir que mulheres vítimas de crimes sexuais sejam tratadas de forma indigna durante a tramitação de processos. A procuradoria quer impedir a desqualificação moral de mulheres que denunciam crimes sexuais.
Fonte: STF