Direto da Redação: o abandono da clínica veterinária de Teresina
O Ministério Público deve apurar as causas que levaram à deterioração do espaço
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Construída para atender a uma antiga demanda da população da zona Sul de Teresina, a clínica veterinária localizada por trás da Rodoviária, no bairro Hugo Prado, zona Sul de Teresina, hoje está tomada pelo mato e apresenta sinais de vandalismo. A obra, que custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, permanece sem cumprir sua finalidade social. Enquanto isso, animais abandonados e famílias que não podem custear atendimento particular seguem sem assistência.
Quem é o responsável?
A população ainda aguarda uma definição sobre quem deve assumir a responsabilidade pela unidade. A Prefeitura de Teresina informou que a clínica não estaria sob sua gestão. Por outro lado, o Governo do Estado informou que encaminhou documentação ao município para que este assumisse a administração do espaço. O impasse burocrático não pode servir de justificativa para manter um equipamento público fechado e abandonado.
E agora, MP?
O abandono da clínica veterinária merece a atenção dos órgãos de controle. O Ministério Público deve apurar as causas que levaram à deterioração do espaço, identificar eventuais responsabilidades e acompanhar as providências necessárias para sua recuperação. Mais do que um prédio fechado, trata-se de um serviço essencial que poderia beneficiar milhares de pessoas e contribuir para a proteção e o bem-estar animal em Teresina.
Patrimônio esquecido
Há imóveis no Centro de Teresina que foram destruídos lentamente pela ação do tempo, enquanto outros permanecem presos em disputas judiciais que se arrastam por anos. O resultado é uma paisagem urbana marcada pelo abandono e pela perda de parte da memória da cidade.
Insegurança
A falta de conservação não prejudica apenas quem mora próximo, mas também comerciantes e pessoas que circulam diariamente pela região. Um imóvel deteriorado pode afastar investimentos e contribuir para a sensação de insegurança.
Recuperar o Centro exige planejamento, diálogo e medidas que estimulem os proprietários a cuidar de seus bens.
Saúde também depende da limpeza
A Prefeitura precisa criar projetos de incentivo para estimular a recuperação dos imóveis do Centro e, ao mesmo tempo, ampliar a fiscalização sobre a limpeza e a conservação dos espaços privados.
O abandono não é apenas uma questão estética. Em períodos de alerta para doenças como a dengue, locais com lixo acumulado e falta de manutenção podem representar riscos à saúde pública.
O poder público tem o dever de fiscalizar e buscar soluções, mas os proprietários também precisam assumir sua responsabilidade. Cuidar do patrimônio privado é também contribuir para uma cidade mais organizada, saudável e preservada.
Tecnologia sem inclusão
A inteligência artificial avança rapidamente, mas muitas escolas brasileiras ainda enfrentam problemas básicos de infraestrutura. Enquanto se fala em revolução tecnológica, professores convivem com internet precária, laboratórios desatualizados e ausência de formação específica.
O desafio não está apenas em levar tecnologia para as salas de aula, mas em garantir que ela seja acessível e útil para todos. Inovação sem inclusão corre o risco de aprofundar desigualdades já conhecidas.
Vacina é proteção
A ampliação do acesso às vacinas pelo SUS reforça que a saúde pública depende também do compromisso coletivo. Nos últimos anos, a desinformação transformou um tema científico em disputa ideológica.
Recuperar a confiança da população exige informação clara e políticas permanentes de conscientização. Vacinar continua sendo um dos maiores instrumentos de prevenção já desenvolvidos pela ciência.
O preço da burocracia
A gestão pública brasileira continua produzindo um paradoxo difícil de explicar: a tecnologia avança, mas muitos serviços permanecem presos ao excesso de exigências administrativas.
Em diferentes esferas do poder público, documentos são repetidos, informações são solicitadas mais de uma vez e processos simples tornam-se demorados. Modernizar a administração não significa apenas informatizar sistemas. Significa colocar o cidadão no centro das decisões e reduzir obstáculos desnecessários ao acesso aos seus direitos.
Universidade pede fôlego
As universidades públicas seguem demonstrando sua importância na produção científica brasileira, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.
Pesquisa, extensão e formação profissional não podem ser tratadas como despesas secundárias. Quando faltam recursos para o funcionamento das instituições, perde-se muito mais do que investimentos financeiros. Perde-se a oportunidade de formar profissionais qualificados e produzir conhecimento capaz de responder aos desafios do país.
Cultura não é luxo
Os investimentos em cultura continuam sendo vistos, muitas vezes, como gastos dispensáveis. Trata-se de um equívoco histórico.
Cultura gera emprego, movimenta a economia criativa e fortalece a identidade das comunidades. Pequenos eventos culturais sobrevivem graças ao esforço dos seus organizadores e artistas locais.
Valorizar essas iniciativas é reconhecer que o desenvolvimento também passa pela preservação da memória, da arte e das manifestações populares. Uma cidade que investe em cultura investe igualmente em cidadania.
IV Circuito The Carnaval
O IV Circuito The Carnaval terá início no domingo, 19 de julho, a partir das 8h, no Campo da Acadepol, no bairro Saci, em Teresina. A programação começa com um amistoso entre Brasa Samba THE e Caprichosos do Pirajá, unindo futebol e samba em uma celebração da cultura popular brasileira. Em seguida, será exibido um documentário sobre o samba em Teresina, produzido por estudantes do curso de História da Universidade Federal do Piauí (UFPI), resgatando a memória e a trajetória dos sambistas da capital piauiense.
Samba no Cajueiro | Saci
Também no domingo, 19 de julho, às 12h, a Praça das Palmeiras, no bairro Saci, recebe mais uma edição do Samba no Cajueiro, realizado no Quiosque 887. O projeto é um dos mais importantes espaços de valorização do samba de raiz em Teresina, reunindo artistas, sambistas e apreciadores da cultura popular. A atividade integra a programação do IV Circuito The Carnaval e reforça a preservação da memória cultural e da ancestralidade presentes no samba piauiense.
Alô, Sílvio Mendes!
Servidores da Secretaria Municipal de Educação de Teresina voltaram a procurar esta coluna para relatar a demora na implementação das progressões funcionais. Há processos que aguardam definição há meses, sem que os profissionais recebam informações precisas sobre os prazos para conclusão. A situação tem provocado preocupação entre os servidores.
O prefeito Sílvio Mendes já foi informado sobre o problema?
Aposentadoria em espera
Entre os servidores que aguardam as progressões funcionais, há profissionais idosos e outros com problemas de saúde incapacitantes. Muitos dependem da conclusão dos processos e dos respectivos ajustes funcionais para solicitar a aposentadoria.
Oração do Dia
O meu socorro vem do Senhor,
que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que você tropece;
o seu protetor se manterá alerta, sim, o protetor de Israel não dormirá;
ele está sempre alerta! O Senhor é o seu protetor;
como sombra que o protege,
ele está à sua direita. De dia o sol não o ferirá;
nem a lua, de noite.
Salmos 121:2-6📖BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
Falta de respeito
Após décadas dedicadas ao serviço público, esses profissionais continuam aguardando a regularização de direitos previstos em suas carreiras.
Sem respostas da Semec
Servidores relatam dificuldades para obter informações sobre o andamento das progressões funcionais. A ausência de um cronograma claro e de respostas objetivas tem ampliado a insatisfação da categoria.
Muro baixo
A Secretaria Municipal de Educação precisa oferecer maior transparência quanto aos procedimentos adotados e aos prazos previstos para a análise dos processos.
Eita, Semec de muro baixo!
Hora de reavaliar a equipe
As demandas encaminhadas por servidores mostram que alguns problemas administrativos demoram a chegar ao conhecimento do prefeito ou levam tempo excessivo para receber uma solução.
Talvez tenha chegado o momento de Sílvio Mendes reavaliar parte de sua assessoria. Uma gestão pública depende de equipes capazes de identificar problemas, apresentar soluções e manter o gestor devidamente informado. Quando isso não acontece, quem perde é a administração municipal e, sobretudo, a população.
“Se faz de doido”
Será que Sílvio Mendes sabe de todos os problemas da sua gestão ou finge que nada vê? Será que, por trás de tudo isso, existe uma assessoria que não informa, não acompanha e não apresenta soluções?
São perguntas que começam a ser feitas diante das sucessivas reclamações que chegam a esta coluna.
Em política, tão importante quanto decidir é saber o que acontece ao redor. Talvez tenha chegado a hora de o prefeito olhar com mais atenção para quem o cerca.
Ou será que a frase popular “se faz de doido” está em voga?
De vice para vice
Rafael Fonteles não deu o ar da graça no evento junino fora de época organizado por Ivanária Sampaio. Em seu lugar, despachou seu vice na chapa de reeleição.
Mandou para a casa do vice-governador do Piauí, Themistocles Filho (MDB), e de sua esposa, prefeita de Esperantina, Washington Bandeira, o ex-juiz do Trabalho que agora tenta ser vice-governador do Piauí no lugar em que Themistocles queria ficar.
Cumprimento rápido
Bandeira encontrou-se, na parte privada do evento, na casa da prefeita, com o senador Ciro Nogueira (PP), que tenta a reeleição e acumula apoios em todos os municípios, boa parte deles de gente que diz votar no atual governador.
Os dois, Ciro e Bandeira, cumprimentaram-se protocolarmente durante a festa na casa de Ivanária Sampaio.
Millôr
Depois que a tia do bebê que quase foi sequestrado na Maternidade Dona Evangelina Rosa passou a ser processada por calúnia, aparentemente porque denunciou a negligência da unidade hospitalar com a segurança, no Piauí parece valer a máxima de Millôr Fernandes: livre pensar é só pensar. Se agir, pode ser punido pela diligente polícia local.
Sem concursos
Para quem espera novos concursos para o ano que vem, além dos que estão em curso e anunciados para este ano, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Pelo menos no Piauí, onde já chove menos que o necessário.
Segundo a LDO aprovada na semana passada, concurso mesmo só se houver condições. E elas são muitas.
Se
As condicionantes para a realização de concurso em 2027: se existirem cargos vagos a preencher; houver prévia dotação orçamentária e recursos suficientes para o atendimento integral da despesa, conforme a proporcionalidade de meses para o encerramento do exercício; e forem atendidas as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.