Candidato a deputado é contra armas e quer salário de R$ 7 mil para professores

Apesar de integrar a coligação do presidenciável polêmico e conservador Jair Bolsonaro (PSL), Irmão Ferreira aposta no combate da violência com educação

Por Wanderson Camêlo,

Apesar de integrar o conservador Pros – partido coligado ao PSL: do presidenciável Jair Bolsonaro, o candidato a deputado federal, Irmão Ferreira, defende uma agenda bem liberal. Nem posse de armas, muito menos escolas militares, o carro-chefe do postulante a cadeira na Câmara Federal é a educação.

“A educação é a base de tudo. Com boa educação é que vamos conseguir reduzir a violência”, declarou em entrevista ao AZ nas Eleições de hoje (31).

Irmão Ferreira durante entrevista ao Portal AZ

Ferreira prefere as escolas de tempo integral, também apóia a maior valorização dos professores, a quem promete, caso eleito, propor salário “inicial de R$ 7 mil”. 

Com relação ao posse de armas, Ferreira é firme e também vai de encontro ao posicionamento da maioria dos correligionários e colegas de coligação: “Não defendo o cidadão armado, defendo é a vida. Seria uma tragédia armar a população. Para se combater a violência só com educação”.

Meio ambiente

Dentro da pauta meio ambiente, Irmão Ferreira deu ênfase aos rios Parnaíba e Poty, que banham Teresina e várias cidades do estado. O candidato garante ter em mente propostas que resolverão a situação dos dois rios, assoreados e poluídos. Ao tocar no assunto, ele também aproveitou para criticar os congressistas piauienses. 

“Os nossos 10 deputados e três senadores são omissos com relação à questão do meio ambiente. Nossos dois rios estão mortos por conta do esgotamento sanitário. Se eleito, vou acionar o Ministério Público para enquadrar a prefeitura e o governo para tratar melhor dos rios do nosso estado”, afirmou.

Lula também foi assunto. Citando a primeira propaganda eleitoral do governador Wellington Dias (exibida hoje, 31), que enaltece as ações de Luiz Inácio Lula da Silva quando presidente, Irmão Ferreira chamou o ex-presidente de criminoso. “No Brasil a pessoa ser criminosa vale alguma coisa. Só sei que se ele fosse inocente ele não estaria ali”, disparou.

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