Brasileiros se unem para defender Pix contra ataques e investigações dos EUA

Sistema de pagamentos instantâneos é alvo de críticas e investigações americanas

Por Dominic Ferreira,

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, tem sido alvo de críticas e investigações por parte dos Estados Unidos, que apuram supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Em meio a esse cenário, os brasileiros se mobilizam para defender o que chamam de seu "amado sistema de pagamentos", reconhecido por sua facilidade, gratuidade e uso massivo em todo o país. A reportagem do jornal britânico Financial Times destaca que o Pix é um dos maiores sucessos fintech do mundo, utilizado diariamente por pessoas de todas as classes sociais.

Foto: Pixnovas regras em vigor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio firme ao Pix, afirmando que o Brasil não aceitará ataques contra o sistema, que considera um patrimônio do povo brasileiro. O governo lançou uma campanha nas redes sociais com o slogan "PIXéNosso, My Friend", sugerindo que os EUA estariam movidos por uma espécie de inveja diante do sistema seguro, protegido e gratuito que o Brasil oferece. O Pix, que já levou mais de 70 milhões de brasileiros ao sistema financeiro, é amplamente utilizado desde moradores de favelas até altos executivos, facilitando pagamentos por meio de QR codes, CPF, celular ou e-mail.

Apesar do apoio popular, algumas grandes empresas internacionais, como a Mastercard e a Meta, têm se manifestado contrárias ao Pix, preocupadas com a concorrência que o sistema brasileiro representa. A Mastercard critica o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como operador e regulador do Pix, enquanto a Meta estaria receosa com a possível competição do sistema de pagamentos via WhatsApp. Especialistas indicam que a ofensiva dos EUA pode estar relacionada aos interesses das grandes empresas de tecnologia, que veem o Pix como uma ameaça ao seu domínio no setor financeiro.

O clima de tensão entre Brasil e Estados Unidos se intensifica, especialmente após o governo americano impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O Pix, entretanto, mantém seu prestígio entre os brasileiros, que valorizam as baixas taxas cobradas nas transações e a praticidade do sistema. O Financial Times ressalta que o Pix é um recurso essencial no cotidiano do país, presente desde as praias do Rio de Janeiro até as regiões mais remotas da Amazônia.

Fonte: Correio Braziliense

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