Trump promete corte de até 1.500% nos preços de medicamentos
Presidente anuncia medidas ambiciosas, mas especialistas questionam viabilidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica ao afirmar que reduzirá os preços dos medicamentos em até 1.500%, prometendo que as reduções começarão nos próximos meses. Embora tenha divulgado uma série de medidas para conter os custos, especialistas alertam que cortes dessa magnitude são matematicamente impossíveis e que o governo federal tem limitações para influenciar diretamente o mercado farmacêutico americano.
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Entre as ações anunciadas por Trump está a tentativa de impor o preço de "Nação Mais Favorecida", que obrigaria as farmacêuticas a oferecerem aos americanos os mesmos valores praticados em países europeus e similares. Apesar de esforços anteriores terem sido bloqueados na Justiça e revogados pela atual administração, o ex-presidente tem pressionado fabricantes a adotarem voluntariamente essa política, inclusive com envio de cartas a grandes empresas pedindo compromisso com a redução dos preços.
Além disso, Trump busca implementar tarifas para estimular a produção nacional de medicamentos, o que pode, paradoxalmente, elevar os custos e agravar a escassez de genéricos. Ele também apoia reformas no sistema de intermediários farmacêuticos e defende que os remédios sejam vendidos diretamente aos consumidores, eliminando camadas que encarecem os preços. No entanto, especialistas afirmam que o sistema complexo dos EUA dificulta mudanças rápidas e efetivas.
Apesar da retórica agressiva, analistas destacam que soluções viáveis demandam ações integradas envolvendo fabricantes, seguradoras e demais atores da cadeia. O governo enfrenta desafios para implementar políticas significativas e sustentáveis que reduzam os custos, e o debate sobre o tema permanece intenso no Congresso e na opinião pública.
Fonte: CNN Money