Locações por temporada rendem R$ 1,3 bilhão à economia do DF em 2024

Estudo da FGV, encomendado pelo Airbnb, mostra impacto econômico e geração de 8 mil empregos, mas crescimento levanta debate sobre regulação do setor.

Por Carlos Sousa,

As locações por temporada movimentaram R$ 1,3 bilhão na economia do Distrito Federal em 2024, gerando R$ 351 milhões em renda para profissionais e empreendimentos locais. O levantamento, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da plataforma Airbnb, aponta ainda que a atividade contribuiu com R$ 711,2 milhões para o PIB e ajudou a manter 8 mil empregos na capital federal.

Foto: wikimedia commons Open Grid Scheduler / Scalable Grid EnginePlataforma movimenta a economia, mas preocupa empresários do setor
Plataforma movimenta a economia, mas preocupa empresários do setor

Segundo o estudo, o DF arrecadou R$ 109,4 milhões em tributos diretos associados às estadias. Em nível nacional, o Airbnb movimentou R$ 99,8 bilhões no ano passado, sustentando 627 mil empregos, gerando R$ 8 bilhões em tributos e somando R$ 55,8 bilhões ao PIB brasileiro.

De acordo com Carla Comarella, líder de políticas públicas do Airbnb no Brasil, Brasília apresenta um perfil singular no setor de hospedagem por atrair visitantes para eventos políticos, concursos públicos, congressos e tratamentos médicos.

“A movimentação econômica chegou a R$ 1,3 bilhão, o que mostra o quanto a cidade está acolhendo viajantes e absorvendo essa demanda. Esse valor não é para o Airbnb, é para a cidade”, destacou.

A executiva explicou que o impacto das locações vai além das diárias pagas pelos hóspedes. “A cada R$ 10 gastos por visitantes, outros R$ 52 circulam em setores como alimentação, transporte, comércio e lazer”, afirmou.

O estudo aponta ainda que Brasília registrou R$ 840,4 milhões em efeitos diretos e R$ 434,5 milhões em efeitos indiretos decorrentes da atividade. Carla ressaltou que o planejamento urbano é essencial para equilibrar o crescimento do setor e afirmou que a plataforma tem firmado parcerias com prefeituras para aprimorar a gestão do turismo.

“Firmamos acordo com a prefeitura de Florianópolis para compartilhar dados sobre movimentação turística e ajudar no planejamento das regiões que recebem mais visitantes”, disse.

Apesar dos impactos positivos, o avanço das locações por temporada tem gerado preocupação em cidades turísticas brasileiras, onde tramitam projetos de lei que buscam regulamentar o serviço.

Questionada sobre as restrições adotadas em Nova Iorque, Paris e Barcelona, Carla Comarella destacou que o Brasil vive um momento distinto.

“Nosso país precisa do turismo para gerar emprego e renda. O Airbnb quer ser um parceiro nesse processo de desenvolvimento econômico”, concluiu.

Fonte: Correio Braziliense

Comente

Pequisar