Secretária revela que até 1962 mulheres precisavam de autorização para ter CPF
Marcela Passamani destaca legado de desigualdade e desafios ao afirmar que direitos foram negados
Durante a abertura do 4º Brasília Summit Lide – Correio Braziliense, a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani, afirmou que até 1962 as mulheres não podiam ter CPF nem realizar compras a prazo sem autorização do marido. A declaração ocorreu em discurso voltado ao papel feminino na liderança e nas transformações sociais.
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A secretária utilizou o exemplo histórico para ilustrar as barreiras que as mulheres enfrentaram por décadas, mesmo após direitos básicos como o voto terem sido garantidos. “Nós tínhamos mulheres que não poderiam ter CPF nem fazer suas compras a prazo sem a autorização de seu esposo”, disse ela.
Passamani assinalou que, embora os avanços sejam visíveis. como a crescente presença feminina em cargos de comando, ainda persistem desafios importantes. Ela apontou para o fato de que as mulheres frequentemente precisam conciliar alta performance profissional com responsabilidades pessoais, um obstáculo que ainda limita o protagonismo pleno.
A declaração trouxe o foco sobre a reconstrução dos direitos das mulheres no Brasil, destacando que o acesso à cidadania plena foi recente e que a conscientização sobre essas vivências é parte essencial para garantir que novas gerações possam atuar sem amarras históricas. A secretária concluiu incentivando a reflexão sobre como garantir às filhas e netas uma vida com menos restrições.
Fonte: Correio Braziliense