Banco central cria medida para recuperação dinheiro em caso de golpe

Medidas passam a valer neste domingo (23) e permitem recuperar valores mesmo após transferência para outras contas, com contestação facilitada pelo autoatendimento.

Por Carlos Sousa,

Entraram em vigor neste domingo (23) as novas regras do Banco Central (BC) para o aprimoramento do mecanismo de segurança do PIX. As mudanças ampliam as possibilidades de devolução para vítimas de golpes, fraudes ou coerção e reforçam o rastreamento de valores desviados.

Foto: Reprodução/Redes sociaisPix enviado por engano pode virar caso de polícia
Pix enviado por engano pode virar caso de polícia

Segundo o BC, o objetivo é elevar a identificação de contas envolvidas em práticas fraudulentas e aumentar a devolução de recursos, contribuindo para desestimular o crime. A instituição também destaca que o compartilhamento das informações entre os bancos deve dificultar a reutilização das mesmas contas em novas fraudes.

Antes das alterações, a devolução só podia partir da conta originalmente usada no golpe. Como os criminosos costumam transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, isso reduzia a eficácia do rastreio. Agora, o sistema poderá seguir o trajeto completo da movimentação financeira e recuperar valores mesmo após deixarem a conta inicial.

As novas regras são opcionais até 2 de fevereiro, quando se tornam obrigatórias para todas as instituições financeiras.

De acordo com o Banco Central, a identificação compartilhada permitirá a devolução em até 11 dias após a contestação da transação.

Autoatendimento já está disponível

Desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras oferecem, dentro da área do PIX nos aplicativos, uma ferramenta de contestação automatizada. O recurso dispensa atendimento humano e agiliza o processo.

Esse canal é o meio oficial para que usuários solicitem devolução de valores retirados por fraude. O BC afirma que a rapidez na contestação aumenta as chances de o dinheiro ainda estar nas contas envolvidas, possibilitando a restituição às vítimas.

As instituições agora trabalham na adaptação completa aos novos padrões, com expectativa de maior efetividade na prevenção e na resposta a crimes financeiros envolvendo o PIX.

Fonte: G1

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